A empresa Águas do Algarve defende que o projeto de dessanilizaçao terá em conta os ecossistemas marinhos e terrestres

Irá começar na proxima semana a construção da central de dessalinização do Algarve pois a  empresa Águas do Algarve recebeu "luz verde" por parte da Agência Portuguesa irdo Ambiente (APA) para dar início aos trabalhos, que estão previstos terminar em 2028.

A empresa fala num "momento histórico na estratégia nacional de gestão dos recursos hídricos" sendo este projeto o primeiro do género em Portugal Continental (pois existe uma central no Porto Santo), que permitirá transformar água do mar em água potável.

Considerado um projeto estruturante para o Algarve dadas  as alterações climáticas,  a escassez de água, até subterrânea, a dessalinizadora será instalada no concelho de Albufeira.

A  obra tem sido alvo de críticas nas redes sociais por parte do atual presidente da câmara municipal. Rui Cristina, eleito pelo Chega.

Este chegano considera que a infraestrutura, que será a instalada junto à praia da Falésia, é "um erro político" e, acima de tudo, um "erro ambiental", dizendo-se "frontalmente contra". "Não estamos a falar de um espaço qualquer, estamos a falar de ecossistemas sensíveis", insurge-se.

Em novembro de 2025, a APA determinou a viabilidade da infraestrutura, condicionada ao cumprimento de um "conjunto rigoroso de medidas de mitigação, minimização, monitorização e compensação ambiental".

A empresa Águas do Algarve garante que a infraestrutura "foi concebida de forma a garantir uma integração responsável no território, minimizando os impactos sobre os ecossistemas marinhos e terrestres."

Defende a empresa ainda que a dessalinizadora contribuirá para um abastecimento de água "mais estável e seguro, particularmente numa região reconhecidamente vulnerável a fenómenos de seca".

Inicialmente a infraestrutura terá capacidade para produzir até 16 hectómetros cúbicos de água por ano, podendo ser ampliada futuramente para 24 hectómetros cúbicos por ano.