O presidente do Conselho Europeu, António Costa, garantiu à Dinamarca que tem “todo o apoio e solidariedade” da União Europeia para proteger os seus direitos… mas onde estao os efetivos militares? Porque nao ja na Gronelandia?
"Sobre a Gronelândia, permitam-me ser claro: a Gronelândia pertence ao seu povo. Nada pode ser decidido sobre a Dinamarca e sobre a Gronelândia sem a Dinamarca, ou sem a Gronelândia", disse Costa em declarações no Chipre.
"A União Europeia não pode aceitar violações do direito internacional, seja no Chipre, na América Latina, na Groenlândia, na Ucrânia ou em Gaza", sublinhou, garantindo que a Europa "continuará a ser uma defensora firme e inabalável do direito internacional e do multilateralismo.
Tem-se visto Antonio Costa preso que estás pelo partido Popular Europeu da sra Leyen = PSD + CDS portugueses…lamentamos dizê-lo!
Esta aliás la veio dizer … nada ao quedar-se num “a lei tem mais poder do que a força e a cooperação é mais forte do que o confronto”, tal e qual os 15% da tarifas de Trump e os 5% do Pib para a defesa quando ele se queda em 3%!
Perante a repetição de duck Trump, que deseja tomar o controlo da Gronelândia, argumentando que a ilha é fundamental para a estratégia militar norte-americana a UE fica-se pela discursata!
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou esta quarta-feira que se vai reunir com os líderes da Dinamarca na próxima semana, mas garantiu que não recua em relação aos objetivos de Trump.
Entretanto, o Governo da Gronelândia anunciou que vai participar nesta reunião. "Nada sobre a Gronelândia sem a Gronelândia. É claro que vamos participar. Fomos nós que solicitámos a reunião", disse a ministra dos Negócios Estrangeiros da Gronelândia, Vivian Motzfeldt, à emissora pública dinamarquesa DR.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca adiantou que esta reunião tem como objetivo "esclarecer alguns mal-entendidos".
Para Motzfeldt, esta reunião deverá ser uma oportunidade para normalizar as relações com Washington.
"A minha maior esperança é que este encontro leve à normalização das nossas relações. A Gronelândia precisa dos Estados Unidos, e os Estados Unidos precisam da Gronelândia para a segurança do Ártico", acrescentou.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, também afirmou que uma possível compra da Gronelândia pelos EUA estava a ser ativamente discutida por Trump e pela sua equipa de segurança nacional.
"Todas as opções estão sempre em cima da mesa para o presidente Trump”, disse Leavitt, sublinhando que “a primeira opção do presidente sempre foi a diplomacia".
A Gronelândia, apesar de ser a maior ilha do planeta, tem apenas cerca de 56.000 habitantes, a maioria esquimós, concentrados na costa sudoeste, perto da capital, Nuuk.
Nos últimos meses, o país aumentou o orçamento de defesa e alargou o serviço militar, principalmente em resposta às ameaças de Putin.
O país nórdico destinará 2% do PIB à defesa em 2026, depois de décadas de investimento abaixo de 1%.
O serviço militar obrigatório passou a incluir mulheres e terá uma duração quase três vezes superior à anterior: passou de quatro para 11 meses, com cinco meses de formação básica e seis meses em unidades operacionais do Exército de Terra, Marinha ou Força Aérea.
O objetivo é aumentar os recrutas de 5.000 para 7.500 até 2033.
O exército dinamarquês conta com cerca de 9.000 soldados, distribuídos entre a força terrestre, a marinha, a força aérea e a Guarda Nacional, uma organização voluntária que duplicou o número de inscritos nos últimos meses.
A Marinha Real possui mais de 20 navios de guerra, incluindo cinco fragatas de classe Iver Huitfeldt e Absalon, além de uma frota de helicópteros e módulos intercambiáveis de armamento e sensores que permitem alterar funções operacionais rapidamente. Os navios de patrulha oceânica classe Thetis são essenciais para manter a soberania no Atlântico Norte, onde se situa a Groenlândia.
A Força Aérea está a reforçar-se com a aquisição de 16 caças F-35 adicionais, aumentando a frota total para 43 aeronaves até 2027. Atualmente, 15 já estão operacionais, seis em bases de treino nos EUA. A Dinamarca também vai receber aviões de patrulha marítima multimissão P-8A através de um contrato aprovado pelo Departamento de Defesa dos EUA, avaliado em cerca de 1.650 milhões de euros.
O governo dinamarquês anunciou um pacote de investimentos no Ártico, incluindo a construção de uma nova sede do Comando Ártico em Nuuk, compra de navios especializados para operações polares, aquisição de aeronaves de patrulha marítima com capacidades quebra-gelo, reforçando a defesa da Gronelândia.
Apesar destes esforços, a capacidade militar da Dinamarca é limitada face aos Estados Unidos, que possuem porta-aviões, submarinos nucleares, forças aéreas de superioridade e unidades de operações especiais, como a Delta Force responsável pela captura de Nicolás Maduro.
Os EUA já mantêm uma base em Pituffik, na Gronelândia, com cerca de 650 pessoas, incluindo militares da Força Aérea e Força Espacial e contratados civis. A base foi originalmente criada para detetar ataques de mísseis soviéticos e continua a ter importância estratégica.
A eventual intervenção dos Estados Unidos levanta questões sobre a reação da NATO, dado que a Groenlândia é território de um Estado membro.
As regras da aliança preveem defesa conjunta contra terceiros, mas não abordam cenários em que a ameaça venha de um aliado.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que qualquer ataque entre países da NATO poderá comprometer a própria aliança e a segurança que tem garantido desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
O Artigo 5º da OTAN estabelece o princípio da defesa coletiva: um ataque armado contra um país-membro na Europa ou América do Norte é considerado um ataque contra todos, obrigando cada membro a prestar assistência, incluindo o uso da força, se necessário, para restaurar a segurança. Foi invocado apenas uma vez, após os ataques de 11 de Setembro de 2001 nos EUA, e pode ser acionado por ataques físicos ou cibernéticos, mas a decisão sobre o que constitui um "ataque armado" e a resposta cabe aos aliados.