A polícia local afirmou hoje segunda-feira, 13.04, que foi usada "força mínima" para manter a ordem pública, enquanto Narendra Kashyap, um representante do estado de Uttar Pradesh, no norte da Índia, onde Noida está localizada, pediu aos manifestantes que discutissem suas reivindicações com o governo.
“Autoridades policiais e administrativas de alto escalão estão fazendo esforços persistentes para aconselhar os trabalhadores e instar a que mantenham a paz e a moderação”, disse a polícia de Gautam Budh Nagar em um comunicado.
Imagens mostraram dezenas de manifestantes marchando pela rua e entoando slogans, face a agentes de segurança com equipamentos antimotim a observar.
Noida está entre as maiores cidades industriais planeadas da Ásia e abriga milhares de unidades industriais.
Tal conflitualidade resulta do aumento do custo de vida em todo o mundo devido à guerra entre os EUA e Israel contra o Irã,
Protestos semelhantes aconteceram tambem no estado vizinho de Haryana, onde várias montadoras de automóveis têm unidades de produção, que levaram o governo, na semana passada, a ordenar um aumento de 35% no salário mínimo.
Vinay Mahoti, de 30 anos, natural do estado de Bihar, no leste da Índia, e funcionário de uma fábrica de meias em Noida, disse segundo a Aljazeera que inicialmente protestou dentro de sua unidade de produção, mas depois se juntou a trabalhadores de outras empresas que foram às ruas.
“O horário de trabalho deve ser fixo, as horas extras devem ser pagas e as empresas... devem cumprir as diretrizes estabelecidas pelo governo federal”, disse ele, listando suas exigências.