Os Templários foram duramente decapitada com centenas de Cavaleiros mortos, a imensa maioria torturada e muitos degolados em lógica inquisitorial. Como todas as Ordens ligadas a Roma ela era Iniciática e por tal discreta e gerindo muito secretismo
Tal foi usado contra ela, atacando-a com o que hoje se chama de fakenews verdadeiras afirmações absurdas de feiticeiria, de adoraçao do diabo, etc.
Ainda assim salvou-se uma parte da Ordem com os sobreviventes a trataram de salvar a maior quantidade possível de bens e tesouros e quando o tal Filipe o belo tentou confiscar-lhes a totalidade dos bens onde ansiava receber uma fortuna, pouco foi efectivamente recolhido, tendo-se criado a lenda de que os tesouros foram transferidos em segurança para outros países e para muitos investigadores, sendo um desses países Portugal.
Realmente o quase certo cátaro rei D. Dinis (1261-1325) optou por garantir a permanência da Ordem dos Templários em terras portuguesas com uma doação formal dos bens da Ordem à Coroa, que teve como contrapartida a nomeação de um administrador, de confiança da Ordem, para cuidar deles e D. Dinis, em rebelia para com o “papa de Avinhão” em ato de coragem para a época, abriu as portas para todos os refugiados da Europa nao temendo sequer que por voltas de 1317, o último Grão Mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários, Jacques (ou Thiago) de Molay, já tinha sido executado na fogueira (1314) com beneplácito papal.
Mas tal Papa, ou nao papa, com toda a sua autoridade, nada intimidou este rei portugues que fundou a Ordem de Cristo com, parte do património dos Templários.
Ora os Templários concentravam segredos e os seus conhecimentos, que foram para o para o Convento de Tomar, sede da Ordem de Cristo como ja fora sede regional Templária com Afonso Henriques também Templario e Gualdim Pais, seu marechal de armas e assim surgiu uma nova era, para os Cavaleiros Templários sendo verdade que dois anos depois, em 1319, um novo papa, João XXII, reconheceu a Ordem de Cristo.
O certo é que no início do século XV, Portugal era um reino pobre pois as riquezas estavam na Itália, na Alemanha e na Flandres, hoje parte da Bélgica e Holanda.
Como raio então é que foram os portugueses a encabeçar a expansão europeia?
A resposta está na muito rica Ordem de Cristo com os seus tesouros e Saberes Templarios, principalmente, com os seus conhecimentos Templários e a experiência adquiridos ao longo dos anos nas suas viagens a partir da Palestina, Malta, etc.
O Infante D. Henrique, terceiro filho de D. João I, ao tornar-se Grão-Mestre da Ordem, em 1416, levou a que os Templarios ou a ja Ordem de Cristo encontrou nele o apoio para colocar em prática um antigo e ousado projecto, a expansão do cristianismo contornando África e chegando assim às Asias, à Índia, ligando o Ocidente ao Oriente sem a intermediação dos muçulmanos, que então controlavam os caminhos por terra.
D. Henrique assumiu tambem o cargo de governador do Algarve e dividia o seu tempo entre a Ordem de Cristo e o Porto (ou Vila) de Lagos, sendo que ao regressar a Portugal, na Primavera de 1419, após combater os mouros na cidade de Ceuta, D. Henrique terá decidido abandonar as ”futilidades da corte” e instalar-se na ponta de Sagres e a sua uma figura sorumbática mas imponente, o seu espírito obcecado, teimoso, e asceta, permanentemente envolto num manto negro ganhou uma imagem publica enorme superando os odios homofóbicos de entao
Note-se que o próprio local que o infante escolheu para viver já era pleno de simbolismo e magia, pois o antigo “promontório sacro” de gregos e romanos, por tal chamado de Sagres pelos lusos, fora baptizado pelo geógrafo grego Ptolomeu e era a ponta final da Europa, sendo um lugar desértico, de beleza quase dramática, com um cabo nu e pedregoso, a entrar no oceano temível e repleto de mistérios a descobrir valendo recordar que Sagres ja fora ocupado por um templo de druidas, os sacerdotes celtas estando pois envolvido em enorme e antiga simbologia.
Ainda assim, não foi na ponta de Sagres, mas na Vila de Lagos, a 30 km a leste dali, que D. Henrique se instalou, quando o seu pai, o rei D. João I, o fez governador daquela região, conhecida como Algarve, ou El-Ghard, a Terra do Poente, outrora o Ocidente árabe e foi aí que em 1420, D. João I, fez do Infante o administrador da Ordem dos Cavaleiros de Cristo, a antiga Ordem dos Templários.
O Algarve foi então a base naval e uma corte aberta para viajantes de todo o Mundo, com todo o tipo de informações, tão importantes naquela época, sendo para lá atraídos sábios, cartógrafos, astrónomos e astrólogos, especialmente Judeus que, desde meados do século XIV, fugiam das perseguições que se desencadeavam na Espanha e o Porto (ou Vila) de Lagos, localizada numa ampla baía, possível de se zarpar, liderada pelo infante, foi quem os recebeu e possibilitou o seu comando tecnológico e de Saber no inicio da expansão marítima do século XV.
A Escola de Sagres então “fundada” que, na verdade, existiu apenas no sentido filosófico da palavra, já que nunca houve um espaço físico, um centro de estudos, e muito menos um observatório, nasceu teoricamente na Ponta de Sagres passados cem anos sobre a condenação dos Templários nos processos de Paris.
Entretanto o Vaticano estava sobretudo preocupado com a pressão muçulmana sobre a Europa, que aumentara muito no século XIV e foi por isso que em 1418, o Infante consegue o aval do papa ao projecto expansionista que num século, levou os papas a emitirem onze bulas a dar largos privilégios à Ordem que um deles quisera destruir, entregando à mesma monopólios da navegação para a África, posses de terras, isenção de impostos eclesiásticos e autonomia para organizar a acção da Igreja nos locais a descobrir.
Neste contexto expansionista e numa obra que não foi “nacional” portuguesa, como se vê com a influência árabe e judaica no processo, mas também genovesa, a 22 de Abril de 1500 chegavam ao Brasil 13 caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral, 80 anos depois de o Infante Henrique ser o grão mestre da Ordem de Cristo
E aos Reencontros Mundo Fora!