De recordar que o Presidente da República eleito com maior percentagem de votos desde o 25 de Abril foi Mário Soares, em 1991, com 70,35% dos votos.
A Universidade Católica alerta para a dificuldade de estimar a participação eleitoral em sondagens, estimando que o “nível de participação terá efeito direto na diferença de percentagem entre os dois candidatos”, não obstante a mais elevada participação eleitoral em presidenciais dos últimos 20 anos na primeira volta.
Em relação aos resultados obtidos na primeira volta, Seguro e Ventura parecem garantir, de acordo com esta sondagem, o apoio de quase todos os inquiridos que votaram neles na primeira votação, com a manutenção de 99 e 93% dos votos, respetivamente.
Assim, o comportamento dos eleitores que votaram noutros candidatos será determinante para apurar o resultado final destas eleições, uma vez que abrange um universo de mais de dois milhões de eleitores.
E neste momento, grande parte dos votantes em Cotrim de Figueiredo, Gouveia e Melo e Marques Mendes dizem-se inclinados para votar em Seguro.
Entre os inquiridos que votaram em Cotrim de Figueiredo, o terceiro candidato mais votado, António José Seguro mobiliza 56% dos votos e André Ventura reúne 16%.
Já entre os inquiridos que votaram em Gouveia e Melo, 67% afirma que irá votar em Seguro e 14% atribui o seu voto a Ventura. Por fim, entre os votantes de Marques Mendes, são 69% os que adiantam que vão votar em Seguro e 10% os que votam em Ventura.
À esquerda, onde os candidatos obtiveram resultados pouco expressivos, o candidato apoiado pelo PS reúne sem surpresas um apoio quase unânime (91 por cento).