GNR deteta  furto de energia para mineração de criptomoedas e prende um responsável 

Foi por suspeita de furto de energia eléctrica da rede nacional, no concelho do Bombarral, distrito de Leiria que a Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve, em 06MAI26, um homem, de 27 anos, na localidade de GNR deteta  furto de energia para mineração de criptomoedas e prende um responsável Vale Covo,

A  investigação permitiu identificar uma ligação ilegal de elevada potência à rede eléctrica, que estava a ser usada para abastecer uma operação clandestina de mineração de criptomoedas.

Na sequência da operação, que contou com o apoio técnico da E-Redes, foi realizada uma busca a um armazém na mesma zona, onde foi desmantelada toda a infraestrutura industrial de mineração de criptomoedas.

Durante a operação foram ainda efectuadas quatro diligências de reconstituição de facto, que permitiram desmantelar outras infraestruturas de mineração de criptomoedas e furto de energia eléctrica avaliadas em cerca de 300.000 euros, ocorridas em NOV2025 nos concelhos do Bombarral, Óbidos e Lourinhã.

A  mineração de criptomoedas, especialmente o Bitcoin, consome quantidades massivas de energia elétrica.

Existem estudos que indicam que o Bitcoin consome cerca de \(120\) a \(130\) TWh por ano, superando o consumo elétrico de países inteiros como a Argentina, Holanda ou Portugal.

Esse alto vem da atividade exigir computadores potentes operando 24/7 para validar transações e garantir a segurança da rede.

A mineração intensiva utiliza frequentemente fontes de energia não renováveis, o que tem gerado significativos debates sobre sua pegada de carbono.

O consumo de energia do setor de mineração de criptomoedas tem previsão de aumentar mais de \(30\%\) até 2026

A alta exigência energética é vista como um mecanismo de segurança necessário para impedir ataques à rede, tornando a mineração mais difícil à medida que a rede cresce.

Mineradores têm buscado fontes de energia mais baratas, incluindo o excedente de energia limpa, atraindo projetos para locais com hidrelétricas ou outras fontes renováveis, como no Brasil.

Para reduzir o impacto, surgiram as "criptomoedas verdes" e métodos mais eficientes como o Proof of Stake(PoS), que consomem significativamente menos energia do que o Bitcoin.

Em resumo, enquanto o Bitcoin consome grandes quantidades de energia, o setor está sob pressão para adotar práticas mais sustentáveis e eficientes, com o uso de energia renovável excedente sendo uma das soluções apontadas.