Entretanto a Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, está a realizar uma operação policial, para cumprimento de 60 mandados de busca domiciliária e 32 mandados de busca não domiciliária, nas zonas de Lisboa, Mafra, Oeiras, Amadora e Coimbra e a investigar a prática dos crimes de prevaricação e participação económica em negócio, envolvendo a adjudicação de diversos contratos por parte de câmaras municipais e juntas de freguesia.
Em causa está a eventual prática de crimes de prevaricação, participação económica em negócio, peculato, abuso de poderes, burla qualificada, falsificação de documento e fraude fiscal qualificada.
Segundo uma nota de imprensa do DIAP de Lisboa, em causa adjudicações num "valor global ascende a quase dois milhões de euros", bem como "a emissão de faturas para recebimento indevido, por dois suspeitos, de quantias de partido político".
A Polícia Judiciária está a realizar buscas na sede do Partido Socialista e em várias freguesias e câmaras da Área Metropolitana de Lisboa.
Haverá um alegado esquema de favorecimento associado ao poder autárquico do PS na capital.
Entre os cinco detidos está Duarte Moral, assessor do PS e de António Costa quando este foi ministro da Administração Interna.
Foram ainda constituídos 37 arguidos com o PS a afirmar pelo seu lider que o partido "não é visado" e que as diligências são relacionadas com atividade de "um dos seus trabalhadores".
RTP
Duarte Moral, ex jornalista e antigo assessor do ex-primeiro-ministro, António Costa, e alegadamente próximo do atual líder do PS, José Luís Carneiro, está entre os detidos na Operação Imergente, que constituiu 37 arguidos.
A investigação tem como epicentro a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, em Lisboa, já envolvida em anterior caso e anteriormente liderada pelo socialista Miguel Coelho, um dos visados nas diligências em curso que ja se demitiu da Assembleia Municipal de Lisboa.
“Em causa estarão alegados favorecimentos na contratação de militantes socialistas e na adjudicação direta de serviços a empresas ligadas ao partido, num montante que terá ultrapassado os 800 mil euros entre 2016 e 2022”, segundo a CNN.
PJ iniciou também buscas na sede nacional do PS, no Largo do Rato, em Lisboa, de acordo com o Correio da Manhã. A investigação da Unidade Nacional Contra a Corrupção (UNCC) procura documentos e dados informáticos (nos telemóveis e computadores).
Em comunicado a Polícia Judiciária revelou, entretanto, que realizou até ao momento "quatro detenções fora de flagrante delito e uma detenção em flagrante delito, por posse ilegal de arma", tendo sido "constituídos 37 arguidos" no âmbito desta operação, denominada "Imergente", para o cumprimento de 60 mandados de busca domiciliária e 32 mandados de busca não domiciliária, nas zonas de Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra". A operação investiga da "prática dos crimes de prevaricação e participação económica em negócio, envolvendo a adjudicação de diversos contratos por parte de câmaras municipais e juntas de freguesia."