Ao militar foi-lhe apreendido não um mas três passaportes, um deles diplomático, e um celular, durante os procedimentos para cumprimento da prisão e de busca pessoal. Na sequência, Romão Correa Neto foi entregue à Polícia do Exército e ficou sob custódia da instituição no Batalhão da Guarda Presidencial, em Brasília.

O coronel está a ser investigado pela Polícia Federal por suposto envolvimento nos crimes de tentativa de golpe de Estado e de abolição do Estado democrático de direito, segundo os media brasileiros.

Na última quinta-feira, 08.02, Correa Neto e outros três investigados na ‘Operação Tempus Veritatis‘ tiveram a prisão preventiva decretada. 

O pedido de prisão, formulado pela PF, teve a concordância da PGR (Procuradoria-Geral da República), após a investigação encontrar diálogos do coronel com Mauro Cid – ex-ajudante de ordens do ex-presidente já declarado inelegível, Jair Bolsonaro (PL). 

As conversas foram realizadas quando Correa Neto pertencia ao Comando Militar do Sul e indicam que o coronel intermediou o convite para uma reunião no dia 28 de novembro de 2022, em Brasília, quando ele “selecionou apenas oficiais formados no curso de forças especiais (kids pretos), providos, pois, de técnicas militares úteis para a consumação do golpe de Estado, e assistentes dos generais supostamente aliados“, segundo as apurações.

A PGR afirmou que “a investigação identificou que Correa Neto agia como homem de confiança de Mauro Cid, executando tarefas fora do Palácio da Alvorada (…) que ele não conseguiria desempenhar“.
A prisão dele foi justificada pela possibilidade de interferência nas investigações e pelo fato de que ele estava em missão nos Estados Unidos prevista para durar até 2025.

Os outros três presos na operação de quinta-feira foram Filipe Martins, ex-assessor especial de Jair Bolsonaro; Marcelo Câmara, coronel da reserva do Exército e assessor do ex-presidente; e Rafael Martins, tenente-coronel do Exército.

Ao menos no Brasil leva-se a sério o combate a golpes de estado anti democráticos e seria bem útil que na PR e na PGR mas claro também na AR houvesse formação profissional contra golpes de estado!

Nardia M.



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