O objetivo é "criar uma coligaçao de ambiciosos" e dar novo fôlego às negociações climáticas globais, que se encontram em dificuldades.
Mais de 50 países, dezenas de governos subnacionais e milhares de representantes da sociedade civil estão a participar no evento, que foi organizado fora de um processo da ONU que se tornou tão prejudicado por lobistas da indústria que a declaração final da mais recente COP30 no Brasil sequer mencionou as palavras "combustíveis fósseis".
O Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD) publicou uma pesquisa na conferência que mostra o vasto apoio financeiro que os combustíveis fósseis, responsáveis pelo aquecimento global, continuam a receber. Segundo o relatório, em 2024, os combustíveis fósseis receberam globalmente US$ 1,2 trilioes em subsídios e outras formas de apoio financeiro público, em contraste com os US$ 254 biliões destinados à energia limpa.
Angela Picciariello, pesquisadora sênior do IISD, afirmou: “Os governos precisam parar de cometer os mesmos erros e esperar resultados diferentes. Quando os preços da energia disparam, o instinto costuma ser gastar mais dinheiro público em combustíveis fósseis. Mas essa abordagem é cara, difícil de reverter e deixa as pessoas vulneráveis à próxima crise. A melhor opção é proteger as famílias no curto prazo, enquanto se utiliza o financiamento público para expandir as energias renováveis e construir sistemas energéticos mais resilientes ao longo do tempo.”
O debate em Santa Marta foi mais libertador, criativo e esperançoso do que encontros semelhantes anteriores, com contribuições e apoio de um amplo espectro da sociedade internacional, incluindo participantes indígenas que detalharam como eles e suas terras foram afetados negativamente pelos combustíveis fósseis.