O primeiro-ministro "tem que se concentrar nas respostas às necessidades das pessoas. Concentrar-se nas preocupações com a habitação, preocupar-se com uma resposta capaz na saúde, preocupar-se com os indicadores relativos à economia e preocupar-se com os indicadores da pobreza e das desigualdades, o que não é pouco", lembrou.
José Luís Carneiro considerou ainda que "não são precisos mais fatores de distração da opinião pública", sublinhando que o Partido Socialista "está onde sempre esteve".
"Nós somos um partido de grande responsabilidade com a vida do nosso país, com o seu desenvolvimento económico, com o seu desenvolvimento social", sustentou.
No domingo, "estive com empresários em Guimarães que contribuem para a riqueza do país. Temos que pôr a nossa economia a crescer e vejo com preocupação a incapacidade de respostas do Governo, nomeadamente, aos efeitos das tarifas que vão ser adotadas por parte dos Estados Unidos da América", referiu.
"Até agora não se conhece quais são as propostas para procurar apoiar os nossos empresários, portanto, preocupo-me com o crescimento da economia e a criação de riqueza no país, mas preocupo-me também com o facto de que essa riqueza que venha a ser criada no país possa contribuir para ultrapassar as desigualdades", acrescentou.
Ja o responsavel da Rede Europeia Anti Pobreza, padre Jardim Moreira, lamentou, em declarações aos jornalistas, que "este problema" da pobreza em Portugal esteja "menos ativo na mesa política" e defendeu que os portugueses devem ser olhados "com todo o respeito e dignidade a que têm direito".
"Achamos que, neste momento, é importante que a pobreza seja assumida por todos os ministérios, porque é um problema do país e do Governo, e esperamos que as autarquias, neste contexto de transferência de competências do poder central para as autarquias, assumam, de facto, a proximidade e deem uma resposta às famílias que têm problemas de desintegração ou de desumanização ou de exclusão social", afirmou.
Jardim Moreira defendeu ainda que as empresas têm também "um papel fundamental, neste momento, na construção de um projeto de formação e de inclusão das pessoas que estão desempregadas ou sem abrigo".
Mas a verdade é que ficou à vista a burocratica e inumana visao dominante em Loures e que mostram como urge surgirem soluções de demolição a obedecer ao humanismo e à responsabilidade social.
“Eu não sou o primeiro-ministro, mas durante esta semana vou apresentar soluções para também responder às situações de emergência, como aquelas que têm estado a ser vividas em vários municípios da área de Lisboa", afirmou José Luís Carneiro.
Pata ele todas estas soluções de construções precárias não são soluções de vida condignas e escusou-se a responder se mantém a confiança no presidente daquela autarquia, eleito pelo PS, Ricardo Leão.
Lembramos que Loures iniciou na semana passada uma operação de demolição de 64 barracas, onde viviam 161 pessoas, tendo sido demolidas 51 no primeiro dia e outras quatro no segundo.
A operação foi entretanto suspensa após o despacho de um tribunal de Lisboa, na sequência de uma providência cautelar interposta por 14 moradores.
Das 55 famílias que ocupavam as construções precárias demolidas, 14 estão a receber apoio da Câmara Municipal de Loures, que disse ter atendido 38 dos agregados até sexta-feira.
Segundo informações da autarquia, outras 14 famílias encontraram alternativa habitacional junto de familiares ou amigos, três recusaram o apoio e sete não manifestaram interesse nas soluções apresentadas.
Cinco famílias conseguiram aceder ao mercado de arrendamento, tendo beneficiado do apoio municipal para o pagamento da caução e do primeiro mês de renda, acrescenta a autarquia.
Mas é essencial afastar aquele presidente do municipio de Loures do PS para bem dele!
Na verdade o combate à Pobreza nao passa pelo esmolerismo mas sim por uma visao de Responsabilidade Social de Pessoas e Organizações e pela Distribuição da Riqueza no seio da Comunidade!