Para os próximos dias, outras sessões já estão agendadas, com horários de 9h às 12h no dia 10, 9h às 19h no dia 11, e 9h às 19h no dia 12 de setembro.
Depois do voto de Fux e de Cármen Lúcia, o ministro Cristiano Zanin será o último a se manifestar, seguindo a ordem de antiguidade no STF, uma vez que ele preside a Primeira Turma.
O julgamento será decidido por maioria de votos, com a condenação ou absolvição dos réus dependendo de três votos. Em caso de divergências, podem surgir propostas diferentes de penas e inclusive a separação de réus em grupos distintos quanto aos crimes pelos quais são acusados.
A pena poderá ser calculada em três fases: fixação da pena-base, avaliação de circunstâncias atenuantes ou agravantes e, por fim, verificação de eventuais causas de diminuição ou aumento da pena.
As acusações sao bem graves, e incluem tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. São eles: o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier; o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres; o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno; o ex-presidente Jair Bolsonaro; o ex-ajudante de ordens da Presidência, Mauro Cid; o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira; e o ex-ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto.