Cerca de uma centena de manifestantes juntaram-se hoje, em Luanda, para pedir justiça para a jovem Belma e defender penas mais duras para crimes sexuais, mas a marcha acabou por ser cancelada por falta de autorização.
No país das catorzinhas para os do poder é preciso coragem para manifestar-se contra a violência sobre a Mulher.
Que na verdade é ainda por cima o esteio da economia e da sociedade angolana
Por isso so se juntaram no Largo de São Paulo, Luanda, um pouco mais de uma centena de pessoas, com cartazes, e sob o olhar vigilante de efetivos da Polícia Nacional, que nao edtavam para proteger quem se manifestava mas porque não permitiram a realização da marcha entre aquele local e o Largo das Heroínas.
A violência contra mulheres em Angola é um problema grave, bem generalizado, com mais de 14 mil casos registados em 2024, ( os denunciados ..) incluindo violência doméstica, com muitas vítimas a serem agredidas por parceiros íntimos, e as causas apontadas incluem falta de educação e crenças culturais. Apedar da lei e de organizações (como MASFAMU, UNICEF, UNFPAe OMA e ADRA a trabalhar para combater este flagelo é pouca a aplicação da lei e predominam as atitudes sociais machistas, apesar de a maioria dos angolanos considerar a VBG um crime e não um assunto privado.
Cerca de 60% das mulheres que sofrem violência são agredidas por um parceiro íntimo, segundo dados compilados por U-Report e UNFPA.
Apontada como principal causa da violência por 36% dos jovens, seguida por crenças culturais prejudiciais (24%) e insuficiência de leis (19%), conforme inquérito da U-Report.
Muitos angolanos veem a violência de género como comum, mas a maioria acredita que nunca é justificável o homem usar força contra a esposa, embora haja uma minoria que a veja como justificável em certas situações.
Daí a importância destas açoes civicas de denuncia publica onde “Diga não à violência” e “Angola contra a violência sexual de meninas e mulheres” sao motes escritos nos cartazes mas que ficam e sao ouvidas
“Hoje acontece um abuso, amanhã o abusador está fora.”
Rosa Conde, ativista e uma das organizadoras da marcha, criticou o Estado angolano por ser “alérgico” a manifestações e disse que o governo provincial não quis receber a carta dando nota da intenção da manifestação, alegando inicialmente um erro e depois falta de antecedência.
A ativista adiantou que vão marcar nova marcha para sábado, dia 10 de janeiro, para não deixar “estes casos morrerem”.