A representante do ACNUR no Líbano, Karolina Lindholm Billing, afirmou na sexta-feira que os ataques israelitas e as ordens de deslocamento forçado afetaram pessoas que vivem em todo o país – do sul do Líbano ao Vale do Bekaa, à capital Beirute e mais ao norte.

Mais de 1,2 milhão de pessoas foram forçadas a deixar suas casas persnte os ataques de Israel contra seu vizinho do norte desde o início de março, de acordo com dados da ONU.

“A situação continua extremamente preocupante e o risco de uma catástrofe humanitária… é real”, disse Lindholm Billing a jornalistas durante uma conferencia de imprensa em Genebra.

Ela observou que, à medida que o número de deslocados continua a aumentar, tambem o sistema de abrigos do Líbano, já sobrecarregado, está a ter  dificuldades em  atender às necessidades das famílias.

“Na semana passada, houve ataques  que atingiram o centro de Beirute, inclusive em bairros densamente povoados… onde muitas pessoas tentaram encontrar segurança em abrigos coletivos”, disse Lindholm Billing.

“As famílias estão… a vivet  em constante medo, e o impacto psicológico, particularmente nas crianças, vai durar muito além dessa escalada atual.”

Israel intensificou os ataques em todo o Líbano desde que o Hezbollah disparou foguetes contra o território israelita , na sequência do assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, durante a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã.

As forças armadas israelitas  realizaram ataques aéreos e terrestres em todo o país, ao mesmo tempo em que emitiram ordens de deslocamento forçado em massa para moradores do sul do país, bem como de vários subúrbios de Beirute.