“A situação continua extremamente preocupante e o risco de uma catástrofe humanitária… é real”, disse Lindholm Billing a jornalistas durante uma conferencia de imprensa em Genebra.
Ela observou que, à medida que o número de deslocados continua a aumentar, tambem o sistema de abrigos do Líbano, já sobrecarregado, está a ter dificuldades em atender às necessidades das famílias.
“Na semana passada, houve ataques que atingiram o centro de Beirute, inclusive em bairros densamente povoados… onde muitas pessoas tentaram encontrar segurança em abrigos coletivos”, disse Lindholm Billing.
“As famílias estão… a vivet em constante medo, e o impacto psicológico, particularmente nas crianças, vai durar muito além dessa escalada atual.”
Israel intensificou os ataques em todo o Líbano desde que o Hezbollah disparou foguetes contra o território israelita , na sequência do assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, durante a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã.
As forças armadas israelitas realizaram ataques aéreos e terrestres em todo o país, ao mesmo tempo em que emitiram ordens de deslocamento forçado em massa para moradores do sul do país, bem como de vários subúrbios de Beirute.