Isto não é um detalhe técnico. É uma mudança profunda na forma como um país decide lidar com pessoas — e, como diria Saramago, “as palavras mudam, mas as intenções permanecem”.

O que isto significa politicamente

A extrema-direita europeia está a tentar normalizar políticas securitárias que antes eram consideradas marginais.

A ideia de uma “polícia da imigração” cria um ambiente de perseguição institucionalizada, que transforma a imigração num problema policial, e não num fenómeno social, económico e humano.

Em vários países, estas propostas ganham força porque são apresentadas como “soluções simples para problemas complexos”.

E em Portugal?

É verdade que há discursos políticos nacionais que ecoam esta tendência europeia — discursos que:

Simplificam a realidade migratória

Alimentam medos e apresentam respostas musculadas como se fossem inevitáveis

Exemplos; O partido dos Cheganos, com total apoio dos seus correligionários, e não só.

Mas a sociedade portuguesa tem mostrado, historicamente, uma capacidade de resistência a extremismos.

A questão é: essa resistência mantém-se se não houver debate público informado!

 

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