Polícia Judiciária faz de novo buscas em casa do cunhado do ministro Leitão Amaro 

A Polícia Judiciária está hoje, 14.05, a realizar buscas, na casa e em empresas de Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro da Presidência, António Leitão Amaro. 

As diligências estarão relacionadas com a Operação Torre de Controlo.

Esta operaçao em maio de 2025 era descrita como vindo de um inquérito dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal, coadjuvado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária, do que foram realizadas 12 (doze) buscas não domiciliárias e 16 (dezasseis) buscas domiciliárias na região de Lisboa, Castelo Branco, Porto, Algarve e Alentejo, tendo dois dos alvos dessas buscas sido o Gabinete Coordenador de Missão no Âmbito dos Incêndios Rurais do Estado Maior da Força Aérea e a Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC).

No inquérito investigam-se factos suscetíveis de configurarem a prática de crimes de burla qualificada, fraude fiscal qualificada, tráfico de Influência, corrupção ativa e passiva, abuso de poder e associação criminosa.

Tsl em consequencia da atuação de sociedades sediadas em Portugal que, desde o ano de 2022, se suspeita terem tido acesso a informação privilegiada junto de decisores públicos e de apresentarem propostas concertadas, com vista a obterem ganho patrimonial ilegítimo em concursos públicos, no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2023-2026 e na gestão de meios de combate a incêndio, após adjudicações

Ora bem o cunhado de Leitão Amaro, o Ricardo Leitão Machado é dono da empresa Gesticopter, que ganhou concursos para o aluguer de helicópteros.

Apesar de este contrato ter ocorrido antes da entrada formal do empresário no capital da empresa, através da compra de outra sociedade que a detinha, a Gestifly, os investigadores suspeitam, diz o Correio da Manhã, que há muito que Ricardo Leitão Machado controlava a Gesticopter, onde, por sua vez, o irmão de António Leitão Amaro era diretor de operações.

Assim a Polícia Judiciária (PJ) está a realizar uma operação de buscas relacionada com o fornecimento de meios de combate a incêndios, em que um dos visados é este  cunhado do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, diz  o Now

Ricardo Leitão Machado será  inclusive, o principal alvo das diligências que decorrem hoje, no âmbito da Operação Torre de Controlo, um processo que já teve, em 2025, uma primeira ação de buscas.

As buscas terão começado logo ao início da manhã desta quinta-feira 14.05 e em causa estão suspeitas de crimes de corrupção, entre outros, em concursos de aluguer de helicópteros para o combate aos fogos rurais.

Desta vez, o principal foco da PJ será a casa do cunhado de Leitão Amaro, no Restelo, em Lisboa, assim como a empresas e a pessoas ligadas a si.

Segundo o ministro da Presidência, António Leitão Amaro,  em 2025, "a seleção e contratação de meios aéreos para combate a incêndios ou para o INEM não são feitos pelo Governo, nem têm intervenção do Conselho de Ministros, nem da Presidência do Conselho de Ministros".

Na mesma nota, o ministério da Presidência afirmou que "a elaboração de caderno de encargos e a seleção e contratação do fornecedor realizam-se por concurso público internacional, nos termos da lei, e por entidades administrativas sobre as quais o Ministério da Presidência não tem qualquer poder, nem direção, nem tutela, nem superintendência", acrescentando que, "no caso dos meios aéreos de combate a incêndios, o procedimento concursal e respetivas seleção e contratação do fornecedor são realizados pela Força Aérea Portuguesa".

Na nota, o gabinete de Leitão Amaro deu ainda conta que, "por máxima cautela e garantia de imparcialidade", o ministro da Presidência "comunicou atempadamente ao primeiro-ministro e aos ministros que tutelam as entidades administrativas contratantes e adjudicantes, a sua relação familiar com o proprietário de uma empresa", embora "não seja interveniente em qualquer desses processos de contratação".