Cisoes no campo direitista brasileiro 

Pois é no Brasil o centro direita e a extrema direita estao em guerra aberta por cargos perante as eleições de 2026.

Assim o desgaste na relação entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, dos Republicanos, e o secretário de Governo, Gilberto Kassab do PSD, nao pára  de aumentar  nas últimas semanas e mostrando um ambiente tido como insustentável por analistas e parceiros de ambos os lados.

A Folha de S., afirm que o presidente nacional do PSD deve deixar a gestão estadual em breve, possivelmente até abril.

Valdemar Costa Neto tem intensificado as pressões para assumir-se  o vice de Tarcísio de Freitas, e a aposta do PL é aproveitar este  momento de esfriamento na relação entre Tarcísio e Gilberto Kassab para tomar o lugar do PSD ao lado do governador na chapa à reeleição.

O governador e Kassab tiveram alguns atritos públicos desde janeiro, quando o chefe do PSD declarou que Tarcísio deveria evitar uma postura de submissão em relação a Jair Bolsonaro afirmação que nao agradou ao  governador.

Os aliados de Valdemar esperam que a relação de Tarcísio com o PSD esfrie ainda mais após a saída de Kassab do governo paulista, até abril, para se dedicar às articulações do partido nas eleições deste ano.

Na próxima sexta-feira, 27, o PL terá uma oportunidade de ampliar o lobby pela vice de Tarcísio de Freitas com pompa e circunstância pois Valdemar vai receber na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) o Colar de Honra ao Mérito Legislativo, a mais alta honraria da Casa.

Tarcísio deve ir ao evento, assim como Flávio Bolsonaro.

Entretanto  o presidente do PL quer que o candidato a vice do governador seja exatamente o presidente da Alesp, André do Prado.

O presidente do PL tem dito que o partido tem direito à vaga por ser dono da maior bancada de deputados estaduais.

Entretanto propositadamente ou nao o pré-candidato ultra direitista a presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) abandonou na sala em que se reuniu com integrantes da cimeira  do partido, nesta terça-feira 24.02 em São Paulo, uma listagem impressa com anotações de próprio punho sobre sua estratégia para alianças que pretende montar nos estados.

Participaram dessas conversas o coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), e o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.

O descuido acabou por sair para fora da sala  e revelaou um enigma do mundo político que poderá ter influência decisiva nas eleições de outubro: o motivo do afastamento entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o seu poderoso secretário de Governo e de Relações Institucionais, Gilberto Kassab, que também é presidente nacional do PSD.

A listagem tem como título "Situação nos estados" com uma anotação de Flávio logo no início: "Ligar Para Tarcísio".

O texto revela possíveis candidatos à vaga de vice na chapa pela reeleição de Tarcísio. O nome do atual vice-governador, Felício Ramuth (PSD), que estava praticamente certo na chapa, aparece ligado por uma seta apontando a um "$".

Ramuth é do partido de Kassab e aparentemente perderá a vaga. Ele é alvo de uma investigação sobre lavagem de dinheiro, mas nega ter cometido qualquer irregularidade.

Abaixo, há uma pergunta: "André do Prado vice?", em referência ao presidente da Assembleia Legislativa, que é do PL.

O rascunho traz escritos à mão cinco possíveis candidatos: Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, Mario Frias, Eduardo Bolsonaro (que está inelegível, mas considera que ele é quem deve escolher o candidato ao Senado), Ricardo Mello Araújo e Marco Feliciano.

Ou seja, as escolhas não passam pelo PSD nem por Gilberto Kassab. E não é só isso.

As anotações indicam total descrença da cúpula do PL a respeito da montagem da candidatura em Minas Gerais tendo como candidato o vice-governador Mateus Simões, trazido ao PSD por Kassab. Simões leva a seguinte observação de Flávio Bolsonaro: "me puxa para baixo se for candidato".

O PL de Flávio Bolsonaro contava com o deputado federal do partido Nikolas Ferreira, mas ele não quer concorrer ao Executivo. Os bolsonaristas, então, segundo as anotações, preferem lançar Flávio Roscoe, presidente da Fiemg (Federação das Indústrias de Minas Gerais), a apoiar o nome do PSD de Kassab. Ao lado de Roscoe está escrito "conversa com Nikolas".

O senador Carlos Viana (Podemos), o secretário estadual Marcelo Aro (PP) e os deputados federais Eros Biondini (PL) e Domingos Sávio (PL) estão listados como candidatos ao Senado.

Apenas Viana e Sávio têm um traço feito à caneta de endosso ao lado do nome.