Ontem, a partir das 21h00, o espetáculo encenado por John Romão reuniu a fadista Mariza e os cantores Dino d’Santiago e Iolanda, numa celebração da criação nacional e das tradições locais. O evento contou ainda com a participação de músicos de Braga e membros da comunidade, conforme descrito no site oficial da iniciativa.

A cerimónia de abertura decorreu às 11h00, no Theatro Circo, onde teve lugar a estreia absoluta de Quimera, uma criação de John Romão, em colaboração com os coreógrafos Filipa Francisco e Diogo Oliveira, a poetisa Regina Guimarães e o pianista José Diogo Martins.

O espetáculo propôs um diálogo singular entre as danças do folclore tradicional minhoto, a energia do breakdance e a envolvência do piano. Segundo a descrição oficial, Quimera reflete “o hibridismo e a multiplicidade das identidades culturais”, cruzando o popular, o urbano e o erudito, à semelhança da figura mitológica que inspira o título da obra. A fusão das tradicionais rodas e rodopios do folclore com a dinâmica circular do breakdance transforma o palco num espaço de intensa visceralidade.

No Mercado Municipal, o dia começou às 10h00 com a oficina inaugural do ciclo Porta do Comer, que juntou o chef português Ricardo Pacheco à chef cabo-verdiana Ana Teresa Correia. Juntos, criaram um prato inspirado nas tradições culinárias de Portugal e Cabo Verde, contando com a participação ativa dos presentes, que tiveram a oportunidade de saborear o resultado final.

Durante a manhã, os visitantes puderam ainda explorar o renovado Arquivo Municipal e conhecer os trabalhos da primeira residência artística do programa Shopyard, expostos no Shopping Santa Cruz.

Pelas 17h00, o Auditório Adelina Caravana, do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, recebeu o Grupo de Cantares de Mulheres do Minho, que atuou em conjunto com músicos do Conservatório. Este espetáculo, encomendado pela Braga 25, destacou-se pela fusão entre a tradição e a música contemporânea.

Mais tarde, às 18h30, a Basílica dos Congregados acolheu a compositora e intérprete canadiana Kara-Lis Coverdale, que proporcionou uma experiência musical única ao público presente.

Todas as atividades realizadas foram gratuitas, estando sujeitas à lotação dos respetivos espaços.

Recorde-se que Aveiro foi a primeira cidade a ostentar o título de Capital Portuguesa da Cultura no ano passado, uma iniciativa retomada pelo Ministério da Cultura cerca de 20 anos após Coimbra e Faro terem sido designadas Capitais Nacionais da Cultura, em 2003 e 2005, respetivamente. As três primeiras edições desta nova fase do projeto foram atribuídas às cidades finalistas vencidas da candidatura a Capital Europeia da Cultura 2027 – Aveiro, Braga e Ponta Delgada – até que Évora assuma o título em 2027.