Esta  declaração surgiu num post nas redes sociais e está a fazer elevar  o tom da condenação internacional ao episódio de pirataria trumpista.

O ato  está a  ser denunciado como uma violação frontal do direito internacional e da soberania venezuelana.

Na publicação, Saul condenou diretamente a operação conduzida pelos EUA, classificando-a como agressão e sequestro.

“Eu condeno a agressão ilegal dos Estados Unidos contra a Venezuela e a abdução ilegal de seu líder e de sua esposa”, escreveu ele, ao lembrando  também o rapto vergonhoso  da mulher de Maduro.

A manifestação do relator, com linguagem dura, reforça o entendimento de que o caso ultrapassa o campo diplomático e pode ser tratado como violação grave de normas internacionais.

“Cada vida venezuelana perdida é uma violação do direito à vida”

Ben Saul lembrou que a  operação e a mortes ocorridas no contexto da ofensiva, envolvem responsabilidade direta do presidente estadunidense .

“Cada vida venezuelana perdida é uma violação do direito à vida”, afirmou o relator da ONU, ao tratar as vítimas como evidência de transgressão ao direito previsto em tratados internacionais de direitos humanos.

Esta  acusação, vem releve-se  de  uma autoridade ligada ao sistema ONU, e reforça a pressão política e jurídica sobre Washington ao apontar que a ofensiva não foi uma ação geopolítica, mas um ato  com potenciais consequências criminosas!

Saul exige pois a  responsabilização institucional do PR  dos EUA: “O presidente Trump deve ser submetido a impeachment e investigado pelas supostas mortes”.

Ao qualificar o ataque como “agressão ilegal” e a captura de Maduro como “abdução ilegal”, Saul enfraquece qualquer tentativa de enquadrar o episódio como operação legítima sob o argumento de segurança internacional.

Esta  denúncia reforça a necessidade  de uma reação internacional que aponta violação do direito internacional, do princípio de soberania e das garantias mínimas previstas na Carta da ONU.

Estas declarações do relator acentuam  o debate sobre responsabilização de líderes por decisões de guerra e ações externas que resultem em mortes ou violações de direitos.

Ao defender explicitamente o impeachment de Donald Trump, Ben Saul centra o debate político no interior dos Estados Unidos e sugere que o Congresso estadunidense terá de  agir.

O relator ao falar em investigação e responsabilização por “supostas mortes”, apontou que haveria base para apuração formal e  o termo “impeachment” carrega uma mensagem inequívoca: para Saul, não se trata apenas de um erro de política externa, mas de uma conduta grave e incompatível com o exercício do mandato presidencial.

Ao mencionar a “abdução” de Maduro e de sua esposa, Saul assume  o episódio como uma ruptura de normas fundamentais das relações entre Estados e das garantias mínimas de integridade e respeito à liderança de um país — independentemente de concordâncias políticas com o governo venezuelano.

Na prática, a declaração sugere que a operação se aproxima de um ato de força unilateral, sem respaldo legal reconhecido internacionalmente.

Com isso, o caso ganha contornos ainda mais graves: deixa de ser apenas uma crise bilateral e passa a ser interpretado como um teste direto aos limites do poder de intervenção de uma superpotência e à eficácia do sistema internacional de proteção de direitos.