A fantasia dos  Bancos de horas

Este é um dos temas quentes do pacote laboral chamado de 21 talvez apelando aos aos anos 21 do seculo XIX antes portanto da Revolução Liberal!  

Comecemos por ver como andam os paises com banco de horas em  carga horaria semanal

Dinamarca: Referência no modelo, com horários de 37 horas semanais que podem ser ajustados por acordo.

Alemanha: Permite a média de 8 horas diárias num período de seis meses, facilitando o banco de horas. A maioria dos contratos de tempo integral (full-time) estipula entre 38 e 40 horas semanais.

Países Baixos: Elevado nível de flexibilidade no tempo de trabalho. média semanal de cerca de 32,1 horas

  • Suécia: Adota modelos de flexisegurança. 40 horas semana de trabalho
  • Finlândia: Flexibilidade no banco de horas. próximo das 37,5 horas semanais
  • Áustria: Flexibilidade no banco de horas. 40 horas (8 horas por dia), sendo que muitos acordos coletivos (coletivismo sindical forte) a reduzem para 38,5 horas
  • Bélgica: Permite a compressão da jornada de trabalho (4 dias em vez de 5, com mais horas diárias). período semanal de trabalho é geralmente de 38 horas

E vejamos mais paises da UE

 

França 35 horas semanais para todos os setores,

Reino Unido - enquanto as 37.5 a 40 horas semanais são a norma, o mercado de trabalho britânico está a evoluir rapidamente para formas mais flexíveis de trabalho

Espanha 40 horas semanais (em média anual), mas está em processo de redução para 37,5 horas semanais

Italia Embora 40 horas seja o padrão legal, muitos contratos coletivos podem definir durações inferiores.

Ja em Portugal se nos serviços a média tende a fixar-se nas 40 horas, na indústria, construção e energia este valor sobe para cerca de 41 horas, atingindo as 42 horas semanais na agricultura e pesca.

Portugal ailás destaca-se por ter uma das maiores percentagens de trabalhadores a realizar 49 ou mais horas por semana na UE

Por isso é que Portugal mesmo considerando as 35h semana para os trabalhafores da Administração Central e Local, 766.278, é o quinto país da UE com a carga horária semanal mais elevada, numa média de 39,7 horas por semana, só ultrapassado pela Grécia, Polónia, Roménia e Bulgária, indica uma análise da Pordata sendo que  a média no conjunto dos 27 países da União Europeia (EU) foi de 37 horas de trabalho por semana em 2025,

Portugal é ainda um dos países "com mais contratos temporários entre os jovens e com níveis salariais abaixo da média europeia, mas também com uma das mais elevadas taxas de emprego" entre os jovens dos 25 aos 29 anos, enquadra a Pordata.

O estudo mostra ainda que o salário médio ajustado a tempo completo era, em 2024, de 2.068,2 euros em Portugal, o que compara com 3.317,3 euros na média dos 27 países da UE.

Na UE, quase 13% dos trabalhadores por conta de outrem (cerca de 23 milhões) têm contratos temporários", enquanto em Portugal a percentagem está nos 15,1%, o que o mete no grupo de cinco países com valores mais altos, tal como os Países Baixos, Polónia, França e Espanha.

"Entre os jovens, a precariedade é particularmente elevada", refere a Pordata, indicando que na UE "o trabalho temporário é a realidade de um em cada três, dos cerca de 36 milhões de jovens trabalhadores" e que Portugal "é o quarto país com mais trabalho precário entre os jovens".

"Quase quatro em cada 10 trabalhadores, com menos de 30 anos, têm contratos temporários. Acima de Portugal estão a Polónia (39,1%), a França (39,2%) e os Países Baixos (51,1%)", lê-se.

"Na UE, 19,2% dos trabalhadores estrangeiros tinham emprego temporário, em 2025, face a 12% entre os nacionais de cada país. Portugal está entre os países com maior diferença na percentagem de trabalho temporário, por nacionalidade, com quase 34% de estrangeiros e quase 14% de trabalhadores nacionais", acrescenta a Pordata.

As estatísticas indicam que na UE, onde 18,8% dos trabalhadores exercem atividade a tempo parcial, "há uma grande variabilidade entre países" neste indicador, com Portugal a apresentar "uma das proporções mais baixas (8,1%), em contraste com países como os Países Baixos, com 43,8%".

"Na UE, o trabalho a tempo parcial é particularmente prevalente entre as mulheres (29,1% face a 9,8% entre os homens) -- embora em Portugal essa diferença de género seja menos acentuada (10,4% vs 5,9%) -- e entre os trabalhadores com menos de 25 anos (34,7%)", dizem ainda.

Portugal "apresenta um valor alinhado com o padrão europeu" na proporção de trabalhadores que exercem atividade por conta própria. A média europeia está em 13,7% e em Portugal nos 14,7%.