Comecemos por ver como andam os paises com banco de horas em carga horaria semanal
Dinamarca: Referência no modelo, com horários de 37 horas semanais que podem ser ajustados por acordo.
Alemanha: Permite a média de 8 horas diárias num período de seis meses, facilitando o banco de horas. A maioria dos contratos de tempo integral (full-time) estipula entre 38 e 40 horas semanais.
Países Baixos: Elevado nível de flexibilidade no tempo de trabalho. média semanal de cerca de 32,1 horas
E vejamos mais paises da UE
França 35 horas semanais para todos os setores,
Reino Unido - enquanto as 37.5 a 40 horas semanais são a norma, o mercado de trabalho britânico está a evoluir rapidamente para formas mais flexíveis de trabalho
Espanha 40 horas semanais (em média anual), mas está em processo de redução para 37,5 horas semanais
Italia Embora 40 horas seja o padrão legal, muitos contratos coletivos podem definir durações inferiores.
Ja em Portugal se nos serviços a média tende a fixar-se nas 40 horas, na indústria, construção e energia este valor sobe para cerca de 41 horas, atingindo as 42 horas semanais na agricultura e pesca.
Portugal ailás destaca-se por ter uma das maiores percentagens de trabalhadores a realizar 49 ou mais horas por semana na UE
Por isso é que Portugal mesmo considerando as 35h semana para os trabalhafores da Administração Central e Local, 766.278, é o quinto país da UE com a carga horária semanal mais elevada, numa média de 39,7 horas por semana, só ultrapassado pela Grécia, Polónia, Roménia e Bulgária, indica uma análise da Pordata sendo que a média no conjunto dos 27 países da União Europeia (EU) foi de 37 horas de trabalho por semana em 2025,
Portugal é ainda um dos países "com mais contratos temporários entre os jovens e com níveis salariais abaixo da média europeia, mas também com uma das mais elevadas taxas de emprego" entre os jovens dos 25 aos 29 anos, enquadra a Pordata.
O estudo mostra ainda que o salário médio ajustado a tempo completo era, em 2024, de 2.068,2 euros em Portugal, o que compara com 3.317,3 euros na média dos 27 países da UE.
Na UE, quase 13% dos trabalhadores por conta de outrem (cerca de 23 milhões) têm contratos temporários", enquanto em Portugal a percentagem está nos 15,1%, o que o mete no grupo de cinco países com valores mais altos, tal como os Países Baixos, Polónia, França e Espanha.
"Entre os jovens, a precariedade é particularmente elevada", refere a Pordata, indicando que na UE "o trabalho temporário é a realidade de um em cada três, dos cerca de 36 milhões de jovens trabalhadores" e que Portugal "é o quarto país com mais trabalho precário entre os jovens".
"Quase quatro em cada 10 trabalhadores, com menos de 30 anos, têm contratos temporários. Acima de Portugal estão a Polónia (39,1%), a França (39,2%) e os Países Baixos (51,1%)", lê-se.
"Na UE, 19,2% dos trabalhadores estrangeiros tinham emprego temporário, em 2025, face a 12% entre os nacionais de cada país. Portugal está entre os países com maior diferença na percentagem de trabalho temporário, por nacionalidade, com quase 34% de estrangeiros e quase 14% de trabalhadores nacionais", acrescenta a Pordata.
As estatísticas indicam que na UE, onde 18,8% dos trabalhadores exercem atividade a tempo parcial, "há uma grande variabilidade entre países" neste indicador, com Portugal a apresentar "uma das proporções mais baixas (8,1%), em contraste com países como os Países Baixos, com 43,8%".
"Na UE, o trabalho a tempo parcial é particularmente prevalente entre as mulheres (29,1% face a 9,8% entre os homens) -- embora em Portugal essa diferença de género seja menos acentuada (10,4% vs 5,9%) -- e entre os trabalhadores com menos de 25 anos (34,7%)", dizem ainda.
Portugal "apresenta um valor alinhado com o padrão europeu" na proporção de trabalhadores que exercem atividade por conta própria. A média europeia está em 13,7% e em Portugal nos 14,7%.