Em nota, o Banco Digimais afirmou seu "compromisso com a transparência e a conformidade regulatória" e pôs-se à disposição das autoridades para esclarecimentos e colaborar com as investigações em curso.
A decisão judicial autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões ( 114 milhoes de euros)
As investigações, acompanhadas por relatórios do Banco Central do Brasil, mostram que os investigados terão manipulado demonstrações contabilisticas para ocultar a real situação financeira da instituição, aparentar solvência perante os órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares.
Ainda segundo a PF, os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrações contabilisticas e realização de operações de crédito vedadas, previstos na Lei nº 7.492/1986, que define os crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Segundo o brasileiro Estadão, entre os alvos das buscas da PF estariam dirigentes do Digimais, como o bispo João Urbaneja, homem de confiança de Edir Macedo, e seu filho, Thiago Urbaneja, e donos do grupo ID, que gere os fundos do banco.
O bispo Edir Macedo não foi alvo de buscas por morar fora do Brasil, de acordo com a reportagem.
O Banco Digimais foi fundado em 1981 no Rio Grande do Sul originalmente com o nome de Banco Renner.
Em 2020, a instituição foi reestruturada para atuar como um banco digital, adotou o nome Digimais e foi assumida integralmente por Edir Macedo.
Em abril, o banco de investimento BTG Pactual confirmou ter assinado um acordo para adquirir o Digimais. Posteriormente, o BTG divulgou nota afirmando que a aquisição ainda estava sujeita ao cumprimento de algumas condições não especificadas.
Segundo uma fonte próxima ao caso, a chance da operação ser finalizada diminuiu drasticamente, pois as condições não foram cumpridas.