Segundo a mesma nota, "a receção do Governo Provincial de Luanda recusou-se a receber a comunicação, tal como posteriormente ocorreu com a polícia".
No sábado passado, "apesar da legalidade da marcha, as pessoas presentes foram impedidas de permanecer no local, numa atuação que violou o direito constitucional à manifestação", sublinham os organizadores.
Os ativistas acrescentam que "o direito à manifestação não depende de autorização administrativa" e consideram que "impedir uma marcha pacifica contra o abuso sexual constitui um sinal grave de retrocesso democrático e de insensibilidade institucional".
Os promotores informam ainda que já procederam à formalização da comunicação ao GPL para a data da nova marcha, prevista para 10 de janeiro, e partilharam a cópia da carta entregue hoje.
Apelam, por isso, "à presença de todas as pessoas, pela Belma, por cada menina e mulher, e pela prevenção para as gerações futuras", terminando a nota com a frase: "quando a lei falha, o povo marcha".
O caso Belma refere-se a uma jovem de 15 anos que foi vítima de agressão física e sexual, desencadeando uma onda de indignação pública e debates sobre violência de género.
Os dois suspeitos da violação foram, entretanto, detidos.