O Ministro das Relações Exteriores, Yván Gil, falando em nome do Presidente Nicolás Maduro, afirmou que o próprio povo estadunidense denuncia o facto da máquina de guerra do governo venezuelano estar desviando verbas que deveriam ser destinadas a programas sociais para sua própria população.
Gil enfatizou que esses recursos são usados para financiar o envio de tropas e navios de guerra para o Caribe, com o objetivo de ameaçar a soberania territorial da Venezuela e se apropriar de seus recursos naturais.
Enquanto essas operações são financiadas, o povo estadunidense"ainda enfrenta a falta de acesso a serviços de saúde gratuitos e outros direitos fundamentais ", acrescentou.
A presença militar dos Estados Unidos no Mar do Caribe se intensificou com a chegada do USS Gerald Ford, o maior porta-aviões do mundo. Essa ação, ordenada pelo presidente Donald Trump, foi criticada pela maioria dos governos latino-americanos por representar uma ameaça à região.
O USS Gerald Ford, um navio de propulsão nuclear com capacidade para transportar mais de 75 aeronaves militares, juntou-se a outros navios, um submarino e tropas posicionadas na costa da Venezuela sob o pretexto de combater o narcotráfico. Essa operação atraiu críticas pelo bombardeio de embarcações suspeitas, que resultou em dezenas de mortes.
O apoio do governo venezuelano ao protesto de cidadãos estadunidenses reforça a estratégia de solidariedade entre os povos para denunciar a política de agressão e interferência do governo Trump. Essa postura ressalta que a política externa beligerante de Washington sacrifica o bem-estar social de sua própria população em uma tentativa de obter controle hegemônico sobre recursos no Sul Global que não lhe pertencem.