Nesta considerada o principal encontro mundial de especialistas em políticas de segurança, von der Leyen defendeu que a Europa deve "libertar-se de todos os tabus", referindo nomeadamente a utilização da "cláusula de defesa mútua", um compromisso coletivo dos Estados-membros da União Europeia (UE) de se defenderem em caso de agressão.salientou ainda assim "ter chegado o momento para dar vida" a esta cláusula, prevista nos tratados europeus.
A cláusula foi introduzida no Tratado de Lisboa, em 2007, no chamado artigo 42.º, n.º 7, segundo o qual os Estados-membros da União Europeia têm "a obrigação de prestar ajuda e assistência por todos os meios ao seu alcance" caso outro Estado-membro seja vítima de uma agressão no seu território.
A assistência pode ser militar, mas pode também incluir apoio diplomático ou assistência médica.
Von der Leyen acrescentou que a UE deve ser mais célere na tomada de decisões.
"Isso pode significar basearmo-nos no resultado de uma maioria qualificada em vez da unanimidade", sugeriu, apontando que, para tal, não seria necessário alterar as regras do bloco comunitário, mas que também têm "de ser criativos".
A presidente do executivo comunitário sublinhou ainda a necessidade de"formalizar o início de novas parcerias em matéria de segurança" com países como o Reino Unido, a Noruega, a Islândia ou o Canadá, o que apesar das loucuras trumpistas será dificil separar EUA do Canadá e do Reino Unido
E lá vem o mix da guerra com todas as políticas comunitárias - comércio, finanças, infraestruturas ou tecnologias - serem dominadas por "uma dimensão de segurança clara nesta nova ordem mundial".
"Precisamos de uma nova doutrina para isso, com um objetivo simples: garantir que a Europa possa defender o seu próprio território, a sua economia, a sua democracia e o seu modo de vida em qualquer momento", afirmou.
A sra Leyen acrescentou ainda que a Europa, deixe de depender dos Estados Unidos para a sua defesa, passando "assumir as suas responsabilidades".
"A segurança da Europa nem sempre foi considerada como a nossa principal responsabilidade. Mas isso mudou fundamentalmente. Devemos desenvolver um pilar europeu de meios estratégicos: no domínio espacial, nos serviços de informações e nas capacidades de ataque de longo alcance", defendeu Leyen.
Mas lá quanto a largar a espuria Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), essa nao !
O que nos leva a questionar - o que tem a Europa do Sul latina a ver com a nordica e central Europa?