A cerimônia de assinatura foi realizada paralelamente ao Fórum Economico Mundial, em Davos, na Suíça.
O evento ocorreu num ambiente já tenso pela recente ofensiva tarifária e diplomática do governo Trump, incluindo a iniciativa, atualmente suspensa, de anexação da Groenlândia
Segundo Trump, o novo conselho poderá desempenhar um papel de alcance internacional e trabalhar em articulação com organismos multilaterais já existentes.
“Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, acrescentando que a ONU “tem um enorme potencial que ainda não foi plenamente utilizado”.
O Conselho da Paz nasce com a participação de países como Rússia, Israel, Arábia Saudita, Egito, Marrocos e Vietnam.
Ainda não está definido, no entanto, quais dessas nações ocuparão assentos permanentes. O próprio duck Trump indicou que os países interessados em integrar o núcleo fixo do conselho deverão desembolsar US$ 1 bilião para garantir a vaga, modelo que difere radicalmente do funcionamento tradicional de organismos multilaterais.
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A ampliação do escopo do conselho tem sido recebida com preocupação por governos aliados dos Estados Unidos, entre eles França, Canadá, Reino Unido e Brasil. Diplomatas avaliam que a iniciativa pode fragilizar ainda mais a ONU, já pressionada por disputas geopolíticas e pela perda de consenso entre as grandes potências.
Trump afirmou que pretende manter algum nível de cooperação com as Nações Unidas, ao mesmo tempo em que defende a criação do novo órgão. Segundo ele, a atuação da ONU tem sido insuficiente em conflitos recentes. “Acho que vai ser incrível, esperava que a ONU pudesse fazer mais, esperava não precisar deste conselho, mas as Nações Unidas... em nenhuma das guerras que eu encerrei, as Nações Unidas me ajudaram”, declarou o presidente dos Estados Unidos na terça-feira (20), antes de embarcar para a Suíça.