Passados 49 anos, não obstante as alterações do momento histórico actual, as resoluções e todos documentos do I Congresso, reunidos na brochura As Nossas Tarefas merecem ser revisitadas, retirando delas as devidas lições, pois, tal como aí afirma o camarada Arnaldo Matos “A tarefa de edificar o nosso Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses, é uma tarefa árdua e prolongada, que dura por todo o período histórico em que existirem classes, contradições de classes e luta de classes”
E acrescenta “Daí que a ofensiva política pela edificação do Partido não possa nem deva ser entendida como uma ofensiva política para obter, num curto prazo, um objectivo que só deixará de ser tarefa do proletariado na sociedade comunista.”
O aprofundamento contínuo da crise do capitalismo, que é uma crise sistémica, mundial e global: crise da ordem internacional, crise do neoliberalismo, conduzindo ao caos sistémico, favorecido pela revolução científico-técnica mundial que, por sua vez, terá reflexos profundos nas forças produtivas, na produtividade e na exploração, logo nas condições dos trabalhadores que se agravarão, desembocando em contestações contínuas políticas, sociais, como é o exemplo da última greve geral.
Contudo, esta crise não impediu que, paralelamente, se estabelecesse um sistemático e organizado (pela cultura e repressão da classe dominante) enfraquecimento teórico e organizativo do movimento comunista internacional com evidentes e inevitáveis repercussões também no nosso Partido que exige uma resposta consciente, urgente e à altura.
Efectivamente, durante os últimos seis anos, após o desaparecimento físico do Camarada Arnaldo Matos e, curiosamente, após a perda da subvenção em 2019, a luta para manter o Partido e a sua linha política tem sido violenta, com ataques soezes, urdindo intrigas e minando a unidade dos que lutam por manter a linha política do Partido, a tudo têm recorrido os que têm como única estratégia destruir e calar o Partido. Mas essas tentativas têm saído goradas e o Partido continua a reforçar-se e a estar presente nas movimentações dos trabalhadores.
Hoje, mais do que nunca, é imperioso dizer que a luta é dura, mas nós não vergamos!
E a nossa luta, a tarefa principal dos comunistas portugueses é a tarefa de organizar e reforçar o seu Partido, com vista à revolução proletária.
Viva o Partido!
Viva a Revolução Proletária!
Viva o Internacionalismo Proletário!