Randolfe lembrou que está previsto, também para esta quarta, o anúncio do aumento de tarifas de importação pelos Estados Unidos.
A data está a ser chamada por Trump de "dia da libertação" dos EUA de produtos estrangeiros.
Na verdade o Congresso Nacional irá aprovar esta matéria no mesmo dia do anúncio de aumento de tarifas.
Para a relatora da matéria, Tereza Cristina (PP-MS), o ideal é “sentar à mesa e dialogar”.
A senadora, porém, disse entender a necessidade de o país ter mecanismos de retaliação.
Por isso a urgência, para que o Brasil tenha instrumentos de defesa, se tiver alguma retaliação aos seus produtos — declarou a senadora.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que o projeto é importantíssimo para o momento que o mundo está vivendo e realçou o facto de a matéria ter sido aprovada de forma unânime, com 70 votos no Plenário.
Para o presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o maior trunfo da diplomacia mundial é o princípio da reciprocidade.
Para o senador Rogério Carvalho (PT-SE), a reciprocidade dá ao país a possiblidade de enfrentar a “guerra de barreiras tarifárias” e reforça a soberania do Brasil.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), elogiou o autor e a relatora e acentuou o entendimento da base governista e da oposição em relação ao texto final do projeto, que é uma ferramenta para defender a economia nacional.
Quero parabenizar esse espírito mais alto, que fez a unidade entre governo e oposição — registrou o senador.
Na visão do senador Alan Rick (União-AC), a reciprocidade é uma questão de justiça.
O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), afirmou que o projeto responde a uma ameaça real.
Precisamos agir com estratégia e bom senso e fortalecer as pontes com nossos parceiros internacionais — ressaltou.
O líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), criticou o que chamou de omissão do governo em relação à questão das tarifas.
Ele disse apoiar o projeto, mas apontou que a votação no Plenário deve ser vista como uma “excepcionalidade” e que o recurso não seja recorrente.
O texto prevê as seguintes medidas protecionistas que podem acarretar contramedidas do Poder Executivo:
Entre as contramedidas que podem ser adotadas pelo Poder Executivo, que devem ser proporcionais, o texto prevê as seguintes:
O texto também prevê a realização de consultas diplomáticas para mitigar ou anular os efeitos das medidas e contramedidas.