Segundo a Policia Civil, foram identificados grupos a organizar manifestações antidemocráticas e violentas com o uso de bombas caseiras e cocktails molotov.

Três pessoas ja  foram presas.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou entretanto que hoje  segunda-feira, O2.02, uma operação impediu ataques terroristas planeados para o Centro da capital.

De acordo com a corporação, a ação foi resultado de um trabalho de inteligência da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que identificou grupos a organizar  estas ações e lançou uma  ofensiva que recebeu o nome de Operação Break Chain.

Segundo a Polícia Civil, dezenas de mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta segunda-feira em endereços na capital, na Região Metropolitana e no interior do estado, todos ligados aos investigados.

17  pessoas sao  alvo das medidas judiciais, mas, após novas informações levantadas pela inteligência policial, outros 13 suspeitos foram identificados ainda nesta manhã, o que levou à ampliação da operação com autorização da Justiça.

A DRCI identificou grupos de mensagens e páginas em redes sociais criados para organizar atividades antidemocráticos marcados para esta segunda-feira, às 14h, em vários estados do país.

No Rio, o protesto estava previsto para acontecer em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro.

Felipe Curi, secretário de Polícia Civil, explicou que o grupo vinha planear atentados a bomba, tinham tutoriais de explosivos caseiros e tinham como objetivo atacar autoridades, repartições públicas e grandes eventos.

“Esse grupo terrorista pretendia cometer uma sequência de ataques em vários eventos, não só aqui no Rio de Janeiro, mas em várias partes do Brasil”, afirmou o secretário.

Embora se apresentasse como apartidário e anticorrupção, o grupo, segundo a polícia, incitava e planeava atos de violência e terrorismo como ataques a estruturas de telecomunicações, prédios públicos, autoridades e centros políticos, com o objetivo de provocar pânico, desordem e caos social.

Durante as apurações, os policias encontraram conteúdos voltados à radicalização e ao confronto, além de materiais e orientações para a fabricação de artefatos incendiários improvisados, como cocktails  molotov, e bombas caseiras com bolas de gude e pregos, o que, segundo a polícia, representava um risco concreto à população.

Os investigados são suspeitos de crimes como incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefato explosivo ou incendiário.

De acordo com a Polícia Civil, todos tinham participação ativa nos grupos ligados ao Rio de Janeiro e atuavam no incentivo direto às ações violentas, inclusive na escolha de locais considerados sensíveis do cenário político fluminense.

O delegado Luiz Lima, titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, afirmou que as pautas do grupo eram genéricas:

“Eram bandeiras genéricas como combate à corrupção, contra o caso do banco master, contra os governantes atuais, mas sem especificar se eram estaduais, federais”.

“Era uma manifestação não pacífica que visava, segundo eles, incendiar o centro da cidade do Rio. O prédio da Assembleia Legislativa entre esses prédios”, afirmou o delegado.

O grupo envolvido com o plano no Brasil tinha cerca de 8 mil pessoas.

No Rio tinha 300 integrantes e um dos presos é o administrador do grupo no RJ.

Tambem uma  ação de inteligência da Polícia Civil de São Paulo impediu um possível ataque planejado para esta segunda-feira, 02.02, na Avenida Paulista, na capital e doze pessoas, com idades entre 15 e 30 anos, foram identificadas e levadas para prestar esclarecimentos após monitoramento do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad).

Segundo a polícia, o grupo articulava uma “manifestação” sem conteúdo politico expresso, com o objetivo de provocar tumulto.

O secretário estadual de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que a atuação antecipada evitou riscos à população.

“A manifestação era uma forma de tumulto, sem pauta nenhuma e conseguimos, com o trabalho de inteligência, impedir este crime”, disse, em coletiva realizada nesta segunda-feira.

A polícia identificou integrantes do grupo na capital, na Grande São Paulo e no interior do estado. Um dos envolvidos foi encontrado com simulacros de armas de fogo — armas de brinquedo.

Os identificados exerciam função de liderança.