Estamos pois a viver um novo tempo de pirataria de alto mar
coisa antiga que nos meio anglo o exemplo mais famoso é
Francis Drake, um navegador que, com o apoio da rainha Elizabeth, realizou ataques audaciosos a navios e assentamentos espanhóis e Portugeses quando Portugal estava sob ocupação das Espanhas.
Alias em 1572, Drake recebeu uma comissão de corsário (autorização legal para saquear inimigos) de Elizabeth.
Como a Inglaterra não tinha uma marinha poderosa na época, Elizabeth I dava cartas de corso (documento legal) a capitães privados para pilhar galeões espanhóis.
O ouro, prata e riquezas pilhados eram divididos com a Coroa, e a rainha chegou a ser chamada de "rainha dos piratas" devido a esse envolvimento.
depois de Drake se tornar o primeiro inglês a circunavegar o globo (1577-1580), trazendo imensas riquezas, Elizabeth I condecorou-o como cavaleiro (sir) a bordo de seu navio, o Golden Hind, desafiando os pedidos de execução feitos pela Espanha.
Alias Elizabeth I também teve relações, embora mais conflituosas, com a famosa pirata irlandesa, Grace O'Malley que em 1593, viajou à Inglaterra para negociar diretamente com a rainha a libertação de seus parentes, aceitando cessar ataques contra a coroa em troca de paz.
Esses corsários, com o aval de Elizabeth I, foram cruciais na luta contra a Armada Espanhola e na consolidação da Inglaterra como uma potência marítima.
Tambem durante a Segunda Guerra Mundial, vários navios mercantis neutros que cruzavam o Atlântico foram interceptados e desviados para portos britânicos sem serem afundados, onde juízes especializados decidiam seu destino semanas depois. Esse processo quase burocrático transformava cada captura em uma questão legal e militar
Ora ecentemente foi capturado o navio M/V Touska, pelos Estados Unidos, no Golfo de Omã, uma ação que trouxe à tona um instrumento jurídico que havia estado ausente do debate público por décadas: o direito de captura.
É um mecanismo jurídico que permite a interceptação e, se legalmente validada, a apreensão de embarcações civis em contexto de guerra, algo que não era aplicado de forma significativa desde meados do século XX.
A operação não se limita a uma ação militar específica; ela introduz uma mudança na forma como o controle sobre o comércio marítimo pode ser exercido em um conflito aberto.
O caso do Touska assume maior importância devido à sua rota e conexões.
A sua rota da Asia para o Irao com paragens em portos chineses, introduziu um terceiro ator na equação, elevando o significado da captura.
Como Trump insinuou possibilidade de que estivesse transportando material ligado à China transformou a operação em uma mensagem mais ampla sobre o controle de rotas comerciais em um ambiente de guerra, onde cada interceptação pode ter implicações diplomáticas adicionais.
A aplicação dessa estrutura não apenas permite interromper o tráfego para um país, mas também abre caminho para a apropriação dos recursos que circulam dentro desse sistema.
Isso introduz um incentivo adicional na guerra naval e altera o comportamento de atores externos.