A criança e seu pai, Adrián Conejo Arias, entraram legalmente nos Estados Unidos como requerentes de asilo. Ainda assim, foram detidos e levados para um centro de detenção em Dilley, no Texas mas no sábado, 30.1, a Justiça dos EUA determinou a libertação de Liam Ramos e do seu pai.
Katherine Schneider, porta-voz do deputado democrata Joaquín Castro, disse que o Castro os apanhou em Dilley na noite de sábado e os acompanhou até Minnesota no domingo.
Na decisão que determinou a libertação de Liam, o juiz federal responsável pelos EUA criticou o facto de agentes do ICE se focarem em crianças na ações de caça a imigrantes, mencionando o risco de trauma.
“O caso tem sua origem na busca mal concebida e implementada de forma incompetente pelo governo por metas diárias de deportação, aparentemente mesmo que isso exija traumatizar crianças”, escreveu o juiz distrital dos Estados Unidos Fred Biery, numa decisão publicada neste sábado
“Em última análise, os requerentes podem, por causa do intrincado sistema de imigração dos Estados Unidos, retornar ao seu país de origem, involuntariamente ou por auto deportação. Mas esse resultado deveria ocorrer por meio de uma política mais ordenada e humana do que a atualmente em vigor”, complementou o juiz.
Além de Liam, outros três estudantes do mesmo distrito escolar também foram detidos pelo ICE.
A detenção do menino e de seu pai ocorreu durante uma ampla operação de fiscalização migratória em Minnesota ordenada pelo governo de Donald Trump.
As ações, concentradas em Minneapolis e Saint Paul, ocorreram em meio a confrontos intensos que resultaram na morte de dois cidadãos estadunidenses por disparos de agentes federais.