O representante dos trabalhadores apontou que as empresas no parque industrial em Palmela contam com cerca de 10.000 trabalhadores e indicou que estes "estão organizados para continuarem com a luta contra o pacote laboral".
"Sabemos que isto iria diminuir os direitos que os trabalhadores têm ao dia de hoje e, para pior, já basta assim", apontou.
Daniel Bernardino disse que o objetivo da reunião,, foi transmitir às centrais sindicais que os órgãos representativos dos trabalhadores continuam disponíveis para lutar contra o pacote laboral e que não vão desviar-se "um milímetro daquilo" do que tem sido feito nos últimos meses, incluindo na greve geral de 11 de dezembro.
O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, afirmou que a reunião foi positiva e considerou "importante transmitir toda a informação às estruturas dos trabalhadores da Autoeuropa" nesta fase das negociações da legislação laboral.
Mário Mourão acrescentou que os próprios representantes dos trabalhadores foram à UGT "manifestar todo o apoio à estratégia" que a central sindical tem tido na negociação.
As alterações propostas pelo Governo em julho mereceram um 'não' das centrais sindicais, que consideram as mudanças um ataque aos direitos dos trabalhadores.
As confederações empresariais aplaudiram a reforma, ainda que digam que há espaço para melhorias.