Pouco depois, Brendan Carr, presidente da FCC (Federal Communications Commission), agência federal americana que regula rádio e TV aberta, equivalente a uma Anatel e parte da regulação de conteúdo no Brasil, postou no X(antigo Twitter) uma ameaça direta afirmando que “emissoras que veiculam fraudes e distorções de notícias — também conhecidas como fake news — têm chance de corrigir o rumo antes da renovação das licenças. A lei é clara. Elas devem operar no interesse público, ou perderão as licenças”.
“As emissoras que estão veiculando fraudes e distorções de notícias — também conhecidas como fake news — agora têm a oportunidade de corrigir o rumo antes que as renovações de suas licenças cheguem.
A lei é clara. As emissoras devem operar no interesse público e perderão suas licenças se não o fizerem.
E, francamente, mudar o rumo está nos interesses comerciais delas mesmas, já que a confiança na mídia tradicional caiu agora para um mínimo histórico de apenas 9% e são desastres de audiência.
O povo americano subsidiou as emissoras na casa dos bilhões de dólares ao fornecer acesso gratuito às ondas de rádio da nação.
É muito importante trazer a confiança de volta para a mídia, que conquistou para si o rótulo de fake news.
Quando um candidato político consegue vencer uma eleição por uma vitória esmagadora apesar das fraudes e distorções, há algo muito errado. Isso significa que o público perdeu a fé e a confiança na mídia. E não podemos permitir que isso aconteça.
Hora de mudança!
Texto original em inglês (post principal de Brendan Carr):
Broadcasters that are running hoaxes and news distortions – also known as the fake news – have a chance now to correct course before their license renewals come up.
The law is clear. Broadcasters must operate in the public interest, and they will lose their licenses if they do not.
And frankly, changing course is in their own business interests since trust in legacy media has now fallen to an all time low of just 9% and are ratings disasters.
The American people have subsidized broadcasters to the tune of billions of dollars by providing free access to the nation’s airwaves.
It is very important to bring trust back into media, which has earned itself the label of fake news.
When a political candidate is able to win a landslide election victory in the face of hoaxes and distortions, there is something very wrong. It means the public has lost faith and confidence in the media. And we can’t allow that to happen.
Time for change!
Mensagem de Trump na imagem compartilhada (Tradução completa para português):
Mais uma vez, uma manchete intencionalmente enganosa da Mídia Fake News sobre os cinco aviões-tanque que supostamente foram abatidos em um Aeroporto na Arábia Saudita, e sem mais utilidade.
Na realidade, a Base foi atingida há alguns dias, mas os aviões não foram “abatidos” nem “destruídos”.
Quatro dos cinco tiveram virtualmente nenhum dano, e já estão de volta ao serviço.
Um teve um pouco mais de dano, mas estará no ar em breve.
Nenhum foi destruído, ou próximo disso, como a Fake News disse nas manchetes.
O New York Times e o The Wall Street Journal (em particular), e outros “Jornais” e Mídia de baixa categoria na verdade querem que percamos a Guerra.
O relatório terrível deles é o oposto exato dos fatos reais!
Eles são pessoas verdadeiramente doentes e dementes que não têm ideia do dano que causam aos Estados Unidos da América.
Felizmente, como provado pela nossa Grande e Conclusiva Vitória Eleitoral em 2024, o Povo do nosso País entende o que está acontecendo muito melhor do que a Mídia Fake News! Presidente DONALD J. TRUMP
Confira a mensagem original aqui >>
1:24 PM · 14 de mar de 2026
A declaração gerou reações fortes. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, ironizou o episódio como “welcome to the golden age of censorship” (bem-vindos à era de ouro da censura), enquanto especialistas em liberdade de expressão alertam para riscos à independência jornalística, segundo o Deadline.
Brendan Carr é um aliado e defensor de Donald Trump, nomeado para a FCCem 2017, durante o primeiro mandato, e assumiu a presidência da comissão na atual gestão, em 2025. Ele é republicano e tem apoiado consistentemente as posições do presidente dos EUA, especialmente em críticas à mídia “mainstream” (imprensa tradicional), à Big Tech e em pautas conservadoras como a regulação de redes sociais e o combate ao que chamam de “fake news“.
No contexto recente da guerra com o Irã, Carr tem ameaçado emissoras de TV e rádio com perda de licenças por coberturas que ele e Trumpconsideram distorcidas ou enganosas, repetindo diretamente postagens do republicano em sua rede Truth Social e elogiando-o por “remodelar o cenário da mídia“.
Especialistas explicam que a FCCregula apenas emissoras de rádio e TV aberta (não jornais impressos, sites ou TV a cabo como CNN e Fox), mas o uso político da agência pode criar um efeito inibidor na cobertura crítica — especialmente em tempo de guerra.
Até agora não há revogação concreta de licenças, mas o episódio reforça tensões entre poder executivo e imprensa livre, pilar da accountabilityem democracias.