O mais preocupante? Com atitudes como esta, acaba-se, involuntariamente, por alimentar o discurso dos sectores mais retrógrados da sociedade — aqueles que se revêem, perigosamente, num estilo de comunicação enviesado e manipulador como o que José Rodrigues dos Santos tem vindo a representar.
Como dizia Bertolt Brecht:
"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo da vida, o preço do feijão, do peixe, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas."
No dia em que o governo decide delapidar 205 milhoes de euros em Zelensky e em que por tal Portugal perde pelo menos 2000 apartamentos por mau uso do investimento publico que espera esta Esquerda que aconteça depois de, como disse Rui Tavares, ter perdido 800 mi votos?
O Povo das Esquerdas simplesmente está descrente destas lideranças à Esquerda que nao combatem que nao protestam que nao se afirmam e daí a perda de votos à Esquerda do PS.
A realidade é cada vez mais evidente: a pretexto da guerra, a União Europeia continua a ignorar deliberadamente a escalada insustentável dos preços dos bens essenciais, como os ovos, que disparam sem controlo. Finge-se que os supostos confrontos diplomáticos entre França e Reino Unido trarão alguma solução concreta, quando, na verdade, tudo o que se está a prolongar é o sofrimento humano — e, com ele, a escassez. Afinal, não se pode produzir cereais nos campos onde se trava uma guerra… é uma equação simples, mas convenientemente ignorada.
E é esta escassez de cereais, sobretudo para alimentação animal, que está a tornar os produtos alimentares cada vez mais inacessíveis para as famílias europeias. Uma consequência direta da escolha política de manter o conflito e as suas engrenagens ativas, em detrimento da segurança alimentar dos povos.
Tristemente, Rui Tavares — a quem se reconhece inteligência e sensibilidade social — não fez qualquer menção a este tema tão grave e atual. O seu silêncio foi ensurdecedor.
O que assistimos hoje foi, de facto, um momento triste para o serviço público de informação. Um dia particularmente favorável para a administração da RTP, para a sua Direção de Informação e, claro, para José Rodrigues dos Santos, cuja conduta, mais uma vez, revelou a sua falta de competência e imparcialidade.
Como alertava George Orwell:
"O jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é relações públicas."
Cabe-nos, enquanto cidadãos conscientes, exigir mais — mais verdade, mais ética, mais compromisso com o bem comum.