O ministro das Relações Exteriores, Peter Szijjarto, foi mais longe, afirmando que "alguém tentou explodir o gasoduto TurkStream" após a descoberta de duas mochilas "cheias de explosivos" no norte da Sérvia.

Isso gerou acusações de figuras da oposição, jornalistas críticos e claro da inimiga Ucrânia de uma operação de "falsa bandeira" orquestrada pela Rússia para influenciar os resultados das eleições húngaras da próxima semana.

O gasoduto transporta gás da Rússia para a Hungria e a Sérvia, dois países que ainda dependem em grande parte do Kremlin para obter energia barata.

Ontem, as autoridades sérvias disseram ter encontrado "um artefato explosivo de poder devastador" perto da região da fronteira.

Mais tarde, Aleksandar Vucic, presidente pró-Rússia da Sérvia, afirmou que as mochilas, recheadas com “dois grandes pacotes de explosivos com detonadores”, foram encontradas em Kanjiza, no norte do país.

O Sr. Vucic escreveu nas redes sociais que havia informado o Sr. Orban “sobre os resultados iniciais da investigação conduzida pelas nossas autoridades militares e policiais relativamente à ameaça à infraestrutura crítica de gás”.

O Sr. Orban no meio de uma acirrada campanha de reeleição, a mais disputada de sua carreira, enquanto luta para estender seus 16 anos no poder parece quererem  utilizar esta provocação para fins de campanha, o que para adversarios e inimigos será uma admissão explícita de que se trata de uma operação de falsa bandeira premeditada.

Orbam tem  feito da segurança energética da Hungria uma questão central, alegando que a UE e a Ucrânia estão tentando mergulhar o país na escuridão, limitando o fornecimento da Rússia.

Suas últimas alegações foram recebidas com ceticismo por Peter Magyar, seu principal oponente.

“Muitas pessoas indicaram publicamente que algo ‘acidentalmente’ acontecerá na Sérvia, no gasoduto, na Páscoa, uma semana antes das eleições húngaras”, escreveu o Sr. Magyar no Facebook ontem.