Tal aumentou a incerteza partidária numa das regiões politicamente mais importantes para o partido.

Divergências organizacionais ainda não resolvida e embora nenhuma nova data tenha sido definida, fontes internas afirmam que disputas sobre a legitimidade das filiais, o credenciamento de delegados e os processos internos de apelação paralisaram mais uma vez o processo.

Esta  conferência, agendada para este fim de semana, foi suspensa na quinta-feira depois  do Tribunal Superior do Cabo Oriental emitir uma ordem provisória.

A medida foi tomada após queixas de um grupo de membros do ANC que levantaram preocupações sobre irregularidades nos preparativos para o encontro eletivo.

Apesar da ordem judicial, os preparativos continuaram, incluindo o registro dos delegados o que levou os requerentes a retornarem ao tribunal com urgência, argumentando que aqueles que continuavam com o processo estavam em desacato.

A situação mudou no sábado, quando a secretária provincial Lulama Ngcukaitobi anunciou que a conferência seria adiada por tempo indeterminado, tornando desnecessária a ação urgente por desacato.

O caso foi então retirado da ordem de trabalhos  de urgências do tribunal, com ambas as partes chegando a um acordo formalizado pelo juiz Murray Lowe.

O Cabo Oriental, muitas vezes considerado o berço espiritual do ANC, possui peso tanto simbólico quanto estratégico.

Na verdade de la sairam  alguns dos líderes mais proeminentes do partido e continua a ser  um importante reduto eleitoral.

Nos últimos anos, porém, a região tornou-se palco de intensas disputas entre facções, com estruturas rivais frequentemente a entrar em conflito por causa das listas de liderança e dos resultados das conferências.

A questão legal está longe de estar encerrada e o  caso seguirá o trâmite judicial normal, com uma nova data de audiência prevista.