O Sindicalismo e a formalidade dos atos

“O Presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) anunciou esta quarta-feira que está disponível para ceder no outsourcing, no banco de horas individual, na não reintegração após despedimentos ilícitos e na formação contínua (aceitando a formulação proposta pela UGT para estes pontos), para tentar um acordo na Concertação Social em torno da reforma da lei do trabalho.” ( sapo, 06.05.2026)

“Confederação Empresarial de Portugal (CIP) tinha apresentado esta quarta-feira cedências em cinco matérias críticas para a UGT, mas a confederação não formalizou as propostas na reunião” ( expresso, 07.05.26)

Eis o modelo de negociação vivida em falsos 9 meses de “concertação social” onde o governo e os “parceiros sociais” decidiram anular um dos mesmos para cercar um outrro!

Falamos da CGTP e da UGT.

Com o patronato todo ele braço dado com um governo de Direita e uma ultraminoria no PS  a quererem impor o fim dos sindicatos!

O objetivo era dar total abertura ao outsourcing, à gestao do  banco de horas individual, à  não reintegração após despedimentos ilícitos ao definitivo fim da negociação coletiva de trabalho

O que se estranha é nao se saber ( e so que parece ninguem quis saber) porque é que as tais propostas da CIP nao foram levadas à mesa de negociações porque se deu por fechada  uma porta que se abria!

Fui tecnico de negociacao coletiva de trabalho por sete anos negociei n Acordos de Empresa, e Contratos Coletivos de Trabalho e vivi negociações que duraram mais de 9 meses

Ora negociar um pacote laboral que enquadre toda a atividade dos recursos humanos numa empresa e num sector é suficientemente complexo para exigir tempo e paciencia

Apesar dos TSD, trabalhadores sociais democratas o atual presidente do PSD e primeiro-ministro, Montenegro, lembrou-se de entrar na rejeição dos "sindicatos do século XX" e inventarqd "sindicalistas com arrojo", ao abordar a reforma laboral.

E amarrou-se ao parlamentarismo  serôdio à seculo XIX um tempo alias em que os sindicatos anarquistas recusavam o modelo parlamentar por sectario e anti trabalhadores e se dedicavam a defender um modelo de participação ativa numa politica de base e numa economia de decisao coletiva.

Estamos pois no mais puro e simplista seculo XIX industrialista anti sindical e totalitario nas unidades da economia!

E assim o sr Montenegro diz, "Vamos agora para o Parlamento discutir este ponto e eu espero que se tenha a profundidade que não se teve na Concertação Social por razões que eu não sei explicar, mas não são do interesse dos trabalhadores e, muito menos, são dos jovens trabalhadores, porque, com a rigidez de algumas regras, a possibilidade de haver bons projetos para vocês terem bons percursos, bons salários, está limitada", na verdade insultando no maximo da arrogancia os sindicalistas!

Num encerramento da 15.ª Universidade Europa, entre  jovens, o líder social-democrata questionou se o país vai "ficar a olhar para as questões e a ver os outros" a ultrapassarem-no ou vai "pôr as mãos nos problemas e resolvê-los com tranquilidade".

Parece que a Direita liberal ainda nao entendeu de onde vem o ambiente propicio ao crescimento do neo fascismo!

"E nós precisamos de políticos com arrojo, precisamos de empresários com arrojo, precisamos de sindicalistas com arrojo, não precisamos de estruturas que funcionam com os enquadramentos do século XX, para serem competitivos no século XXI", declarou,

No pais com os empresarios com as mais baixas qualificações da UE fala este PM em competitividade com empresas sem gestao eficaz