Wang disse a Abbas Araghchi que Pequim "preza a amizade tradicional entre a China e o Irão, apoia o Irão na defesa de sua soberania, segurança, integridade territorial e dignidade nacional, e apoia o Irão na proteção de seus direitos e interesses legítimos", informou a emissora estatal CCTV.

Segundo a CCTV, Wang disse que a China "exortou os EUA e Israel a cessarem imediatamente as operações militares, evitarem uma maior escalada das tensões e impedirem que o conflito se espalhe por toda a região do Oriente Médio".

Numa conversa telefonica separada com o ministro das Relações Exteriores de Omã, Wang acusa os Estados Unidos e Israel de "violarem os propósitos e princípios da Carta da ONU" ao "instigarem deliberadamente uma guerra contra o Irão".

“A China também está disposta a desempenhar um papel construtivo, incluindo a defesa da justiça, a busca pela paz e o fim da guerra por meio da plataforma do Conselho de Segurança da ONU”, disse Wang ao ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, segundo informações da CCTV.

E em outra conversa telefônica com o francês Jean-Noel Barrot, Wang alerta que o mundo corre o risco de "regredir à lei da selva".

“As grandes potências não podem atacar arbitrariamente outros países com base em sua superioridade militar”, disse Wang, de acordo com a CCTV.

“A questão nuclear iraniana deve, em última instância, retornar ao caminho da solução política e diplomática”, afirma ele.