Um tal “presidente” da IL, o jovem Rui Rocha, veio, na sua “juventude irresponsável e de pouco critério”, desafiar esta quarta-feira, 15.11, António Costa, a mostrar na pasta das Infraestruturas "isenção e dedicação" que considerou não ter tido nos últimos dias como primeiro-ministro.

Sem piada alguma e sabendo a ilegalidade que envolve toda a lusa política nos dias de hoje, alvo diga-se, da gargalhada internacional, Rui Rocha começou por desejar "felicidades ao novo ministro das Infraestruturas", depois de ter sido anunciado, através de uma nota presidencial ( MRSousista não il’ista) , que o primeiro-ministro assume funções de ministro das Infraestruturas, na sequência da demissão e exoneração de João Galamba.

"O país bem precisa que António Costa nesta função que acumula de ministro das Infraestruturas tenha a isenção e dedicação aos problemas nesta pasta que nos últimos dias não demonstrou como primeiro-ministro", afirmou Rui Rocha.

O líder da IL apelou a que, em "dossiês tão importantes como a TAP, o aeroporto ou a ferrovia, com prazos apertados para tomar decisões importantes", António Costa se dedique "mesmo ao interesse do país e não ocupe o seu tempo na interferência com a justiça e na gestão da sua imagem a partir de São Bento".

Como se vê a Direita teme mesmo que a “crise” caia no caixote do lixo e que esta, mais esta, antecipada tirada a fórceps, dê num desastre para a Direita!

Incapaz de assumir o erro, pior, o monstruoso erro, o inquilino de Belém, declarou que aceitou a proposta de recondução de Frederico Francisco, que passará a secretário de Estado Adjunto e das Infraestruturas na dependência do primeiro-ministro, António Costa, fingindo este arremedo de estabilidade que não engana cidadão algum!

Assim, nada como ler Fernando Pessoa sobre sentimentos gerados em pensamentos não sentidos e esperando que de uma vez por todas - comecemos a pensar !


Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

18-9-1933
Poesias. Fernando Pessoa.

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