No caso da violência por não parceiros ao longo da vida, os valores são mais baixos, Brasil com 6,4%, Portugal, 5%, e São Tomé e Príncipe com 2,9%, lideram a lista, enquanto Angola, Moçambique e Timor-Leste apresentam os valores mais baixos, com 1,5%, 2,1% e 2,1%, respectivamente.
Estimativas que na verdade escamoteiam a violencia que nao chega “à estatística”
No entanto a lei protege a Mulher!
Vejamos a Constituição da Republica Portuguesa
Artigo 13.º
Princípio da igualdade
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
Artigo 68.º
(Paternidade e maternidade)
1. Os pais e as mães têm direito à protecção da sociedade e do Estado na realização da sua insubstituível acção em relação aos filhos, nomeadamente quanto à sua educação, com garantia de realização profissional e de participação na vida cívica do país. 2. A maternidade e a paternidade constituem valores sociais eminentes. 3. As mulheres têm direito a especial protecção durante a gravidez e após o parto, tendo as mulheres trabalhadoras ainda direito a dispensa do trabalho por período adequado, sem perda da retribuição ou de quaisquer regalias. 4. A lei regula a atribuição às mães e aos pais de direitos de dispensa de trabalho por período adequado, de acordo com os interesses da criança e as necessidades do agregado familiar.
Realcemos as violação na infância/juventude onde mais de 370 milhões de raparigas e mulheres vivas hoje mundo fora – ou 1 em 8 – sofreram violação ou agressão sexual antes dos 18 anos com a violência sexual em zonas de conflito a aumentou drasticamente, num crescimento de 50% em violações de crianças nos últimos 5 anos, atingindo os piores níveis registados.
A violencio do genero continua a ser estrutural, com o EIGE (Instituto Europeu para a Igualdade de Género) a monitorizar a persistência de casos de não-parceiros, sendo a maioria dos perpetradores homens.
A situação em 2025 reafirma que a violência de género é uma violação estrutural dos direitos humanos, exigindo políticas públicas de prevenção e proteção mais eficazes, segundo relatórios da ONU.
Faltam apenas cinco anos para o prazo da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, com metas destinadas a tornar a igualdade de género uma realidade para todos.
Ainda assim o Gender Snapshot 2025, produzido pela ONU Mulheres e pelo Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, mostra que foi feito progresso significativo com as mulheres a conquistarem assentos nos parlamentos, as raparigas a superarem os rapazes na conclusão da escola e, em apenas cinco anos, quase 100 países eliminaram leis discriminatórias – desde a proteção sobre o casamento infantil até leis sobre violação baseadas no consentimento.
No entanto, o relatório também revela dados preocupantes: 10% das mulheres vivem em extrema pobreza, um número que não melhorou desde 2020, e até 2030, 351 milhões de mulheres e raparigas ainda poderão continuar limitadas por esta condição.
Além disso, 676 milhões vivem atualmente a menos de 50km de conflitos mortais – o número mais elevado registado desde a década de 1990.
Em 2024, havia 64 milhões a mais de mulheres adultas em situação de insegurança alimentar moderada ou grave do que homens adultos. Estas estatísticas mostram que, embora haja progresso, o mundo enfrenta desafios urgentes que exigem ação imediata, investimento e vontade política.
Finalmente mais de 700 milhões de mulheres estão afastadas do mercado de trabalho devido ao peso dos cuidados e das tarefas domésticas não remuneradas que realizam em casa.
Mesmo quando trabalham, têm empregos com remuneração mais baixa e com poucas oportunidades de progressão.
No setor tecnológico, representam 29% da força de trabalho e 14% dos líderes, e 28% dos empregos femininos estão em risco com a IA, contra 21% dos masculinos.
Mas a inclusão digital pode ser um grande equalizador, gerando oportunidades e crescimento.