Para os ucranianos seguem armas, volumosos apoios financeiros, e, pasme-se, o envio disfarçado de mercenários, ex-militares portugueses, que às dezenas combateram e foram mortos nos campos de batalha. O Governo já afirmou que pelos ucranianos está disposto a enviar os nossos militares para a morte certa e a por em perigo a nossa população. Para os ucranianos todo o apoio é pouco.
Em contrapartida para os portugueses o apoio é nulo. Os quatro foram raptados em águas internacionais quando se dirigiam a Gaza, não a Israel. Um crime executado pelas forças armadas de um país genocida que hostiliza abertamente Portugal, que já insultou o nosso Governo, o Secretario Geral das Nações Unidas o português António Guterres e até o Papa Francisco, figura central da maior comunidade religiosa portuguesa, os católicos. Face a uma potência que nos insulta e ameaça, que rapta os nossos cidadãos que faz o Governo português? Lamentavelmente nada. Que faz o nosso presidente? Lamentavelmente também nada. A cobardia no poder.
Um rapto perpetrado por um regime que comprovadamente tem o recorde de presos políticos, que os tortura, que prende crianças, que legalmente pode manter encarceradas pessoas sem culpa formada durante longos períodos. Que faz o Governo em face dos perigos que correm os quatro portugueses? Diz timidamente e em surdina, não vão os sionistas ouvirem e ficarem aborrecidos, que não concorda com a atuação de Israel, que é uma forma de nada fazer de concreto.
Pior. O Governo português não pretende expulsar Israel da Eurovisão, nem votar a favor da suspensão do acordo de cooperação da U. Europeia com este estado genocida, nem propor a expulsão dos clubes israelitas da UEFA, nem proibir a entrada de bens dos colonatos, nem suspender a cooperação militar, nem as importações e exportações de armas e outros bens. É caso para dizer “quanto mais me bates, mais gosto de ti”. O lema dos cobardes de todos os tempos e de todas as geografias.
Que vergonha é viver num país sem espinha vertebral. Que ataca quem nada nos fez e se cala contra quem verdadeiramente nos insulta e maltrata. Que vergonha viver num pais em que os ucranianos são os cidadãos de primeira e os portugueses os de terceira. Já não há orgulho patriótico, já não respeito por um país com mais de 800 anos.
Até quando toleraremos calados e mudos este estado de coisas?
O regime Israelita não está acima do Direito Internacional. Os seus dirigentes devem ser presos, aliás alguns deles têm já mandato de captura, julgados pelas suas ações. Este ato de pirataria, apresamento dos barcos e saque da sua carga, e de rapto de pessoas é um crime hediondo que não deve passar impune.
Libertem imediatamente os presos políticos portugueses ilegalmente detidos pelo Estado Israelita.