"No aviso, na comunicação de risco, na articulação entre níveis da administração, na clareza dos interlocutores setoriais, no enquadramento do apoio militar, na interoperabilidade entre plataformas e na capacidade de tratamento administrativo da informação."
"As preocupações identificadas ao longo da Presidência Aberta são claras: a lentidão de alguns apoios, a persistência de situações por resolver, a necessidade de reforçar a redundância das telecomunicações, do fornecimento de energia, das acessibilidades e da comunicação em emergência, e a urgência de garantir que o território entra nos meses de maior risco em condições mais seguras do que aquelas em que saiu do inverno", refere.
Para Antonio José Seguto "…muitas famílias, empresas e comunidades, esta crise ainda não terminou".
"As consequências desta crise persistem e continuarão a persistir ao longo do tempo. E também por isso deve continuar a vigilância sobre os apoios, sobre a reconstrução e sobre a capacidade do país, e em particular do Estado, para retirar deste episódio as conclusões e as lições necessárias", diz o PR.
Apesar de sublinhar que houve capacidade de reação "em vários domínios", não deixa de criticar o "excesso de improviso e de articulações construídas sob pressão".
Para o PR há urgência de "desbloquear pagamentos" e alerta que, com o verão a chegar, é essencial remover os troncos e os ramos das árvores derrubados pelas tempestades.
Espera Seguro que este relatório seja um "contributo para o futuro" e que produza resultados.
Afinal, experiência se encerre sem mudança".
"O que aconteceu exige mais do que a reparação dos danos. Exige que se acelerem apoios, que se clarifiquem medidas, que se adequem respostas a realidades muito concretas, que se melhore a coordenação entre entidades, que se reforcem as infraestruturas críticas e que se corrijam vulnerabilidades acumuladas", termina o PR Seguro .