Estsmos perante uma rede que controlava cerca de 500 trabalhadores estrangeiros no Alentejo, a maioria em situação irregular em Portugal.
Segundo o Ministério Público, os imigrantes "estavam dispostos a trabalhar sem contrato formalizado" e recebiam "remuneração inferior à praticada no mercado para as funções" a realizar, por exemplo na agricultura.
Na operação "Safra Justa" ha suspeitas de crimes de auxílio à imigração ilegal, de tráfico de pessoas, de corrupção ativa e passiva e de abuso de poder.
Agora, a Associação para Memória Futura questionou: "Foi para isto que extinguiram o SEF? Foi para isto que quiseram as competências do SEF?".
Os antigos trabalhadores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras voltaram a sublinhar que, cinco anos depois da extinção deste órgão, "a PSP continua a não estar preparada" para trabalhar em matérias relacionadas com estrangeiros e que os representantes da PSP continuam "sem noção da complexidade dos processos de retorno, assim como a subestimarem o trabalho que o SEF exercia com brio e muita competência informada na área da investigação criminal".