O jurista Arnaldo Matos, fundador do MRPP, foi um homem cuja coragem atravessou regimes, décadas e perseguições.
Antes e depois do 25 de Abril de 1974, enfrentou o fascismo e os poderes instalados com uma determinação que poucos ousaram igualar.
Nunca vergou. Nunca se calou. Foi preso antes e depois da "Revolução dos Cravos", sempre lado a lado com os seus camaradas.
A comunicação social dominante — quase sempre alinhada com os interesses da burguesia e do imperialismo — tentou repetidamente silenciar e descredibilizar a sua voz.
Tentaram vexá-lo, isolar as suas posições políticas, apagar o seu contributo.
Mas Arnaldo nunca cedeu.
A sua coerência foi, até ao fim, a sua arma mais luminosa.
Numa entrevista de 15 de dezembro de 2018, deixou palavras que hoje soam como despedida e manifesto:
“Faço 80 anos em fevereiro. Sei que vou morrer, e não tenho medo. Sou comunista. Mas o simples facto de saber quando irrita-me solenemente, porque não sei se terei tempo para fazer todas as coisas que quero.”
Arnaldo Matos morreu dois dias antes de completar 80 anos. Partiu como viveu: lúcido, combativo, fiel às suas ideias e ao povo que sempre defendeu.
No domingo, dia 22, às 15h30, na Sede Nacional do PCTP/MRPP, será prestada uma homenagem justa e necessária.
Não o vamos esquecer.
Honra ao camarada Arnaldo Matos