Serpa era já povoada antes do domínio dos Romanos, mas estes fomentaram o desenvolvimento do município, em especial a nível agrícola.

Em 1166, Serpa foi conquistada aos mouros por Afonso Henriques, tendo sido perdida por várias vezes nas constantes lutas da Reconquista.

Foi definitivamente constituída como concelho por D. Dinis, que mandou reconstruir o seu castelo e cercar Serpa por uma cintura de muralhas, em 1295.

Em 1513, Serpa recebe carta de foral de D. Manuel e  a leitura do foral manuelino sugere que Serpa era, no início do século XVI, um povoado onde persistia a pastorícia como atividade de grande relevância, mas em que o artesanato e a atividade comercial sao significativos .

A sua localização, próxima da fronteira espanhola, acarretou graves problemas para o desenvolvimento deste concelho. No decurso das guerras da Restauração, Serpa ficou quase completamente destruída, nomeadamente a sua fortaleza.

Em 1674, o príncipe regente e futuro rei, D. Pedro II, confere à vila o título e os privilégios de "Vila Notável", justificados pelo número de moradores (mais de 1500), pela nobreza das gentes, saindo dela muitos homens insignes, tanto nas letras como nas armas, e pela posição militar estratégica que ocupava.

Mas merece ser aqui citado um curioso texto da União de freguesias de Serpa

União das Freguesias > História

De Serpa, escreve a História, se perdem as origens,
Não do povoado, Vila, ou Cidade, mas da sua ocupação,
Da sua cultura e costumes e por gentes nestas paragens.
Antes ainda de no Monte Gólgota, a Cruz se elevar,
E da Virgem a perda do seu filho chorar,
Já por Serpa tribos passavam, construíam e ficavam.

Por entre lendas e estórias, de Celtas,
Túrdulos e Godos, nasceu a princesa Serpínia.
Vistosa, formosa e bela, assim era entre as esbeltas
A todos despertou o Amor e o Desejo. Amou só estas terras,
Debruçadas junto às correntes de água, que sulcaram margens,
Levando a alma das gentes aos mares, mais a Sul, por vales e serras.

Mais tarde, também os Romanos a descobriram.

Também eles se apaixonaram por terras tão belas, tão ricas e vastas,
E por aqui permaneceram, cultivaram e criaram.
Fortaleceram a cultura, o património, as gentes e o falar,
Como quem pressente que as marcas nunca se iriam apagar.
Nas Rosas, nos deixaram a Villa, nos campos a Vinha e o Olival,
Em estradas de pedra construídas, circulavam
Desde Pax Júlia e para bem lá do Rosal.
Pelo Guadiana saía Moeda, cunhada sem igual,
Em Myrtillis, mais a sul, rico entreposto comercial.


Riquezas e saber correram mundo,
E numa conquista de vontade e génio,
Também cá chegaram os que vieram pelo
Al.
Muitos contributos nos deixaram,
E que podemos testemunhar,
Na muralha, na ciência, na forma de construir,
Na palavra, no número e no sentir.
Também na forma languida e pausada do nosso cantar.


Dinis a elevou a concelho,
Edificando muralha pétrea e barbacã,
Desenhando-a em definitivo,
Após a reconquista cristã.
D. Manuel I lhe deu foral, e também lhe reformou a muralha.
O Duque de Osuna, a explodiu, e pedra e Torre estraçalha.
Pedro II lhe conferiu título, e privilégios de “Vila Notável”,
Serpa de ergue de novo, bela e orgulhosa,
Por todos querida e amada, de novo nobre e fiável.


Povo orgulhoso e trabalhador,
Lutador pela memória.
Explorado e apaziguador,
Cordato e cuidador
Da sua tradição e da sua história.


Notáveis serpenses, simples, ilustres ou aristocratas:
Eis Abade Corrêa da Serra, entre cientistas e diplomatas;
O Conde Melo Breyner, um dos “Vencidos da Vida”;
Ou o António Carlos Calixto, escritor e associativista.


De tudo isto é feita Serpa, de todos estes contributos intemporais.
Esta é a Alma de um Povo, que tarda em desabrochar,
Mas que tudo faz e não se cansa, 
Para um diferente futuro almejar.

 

Em Serpa votaria sempre na CDU dado o seu orçamento e plano de atividades que cito,

 

O Plano de Atividades 2025, de continuidade à semelhança dos anteriores, enfoca em três grandes eixos estratégicos: qualidade de vida e coesão social e territorial, forte identidade e gestão municipal ao serviço da população, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das populações e de promover o desenvolvimento sustentável do concelho.

As prioridades definidas incluem a valorização de todas as localidades, a melhoria das condições dos espaços e equipamentos públicos, a requalificação da rede viária, a melhoria da mobilidade urbana, a otimização da gestão de resíduos, água e saneamento básico, a promoção do turismo cultural e de natureza, a salvaguarda patrimonial, a promoção dos produtos endógenos e tradicionais de qualidade, bem como da cultura e tradições locais.

A revisão do Plano de Pormenor e Salvaguarda do Núcleo Histórico de Serpa e da REN – Reserva Ecológica Nacional, a criação de novos lotes para habitação, a requalificação da Escola Secundária de Serpa e o projeto de melhoria da eficiência energética da Zona Industrial Agroalimentar de Serpa encontram também destaque nestas Grandes Opções do Plano, inseridas em contextos alargados de melhoria contínua dos setores da sustentabilidade ambiental, da educação, da ação social e da economia.

A defesa de serviços públicos essenciais e políticas centrais promotoras de desenvolvimento, nomeadamente ao nível da saúde, da educação e da justiça está igualmente inserida neste Plano, tal como o aumento da capacidade financeira das autarquias locais, com vista a contribuir para dotar o concelho de melhores condições para os residentes e a criar maior atratividade conducente à atração de novos habitantes e à fixação de pessoas.

E claro deixamos o discurso de Paulo Raimundo em Serpa

https://youtu.be/MfbrDuhTruI?si=IkilZ-kRsLoTNHFm