Num artigo lançado a partir do Huambo, a sua terra natal, Abílio Kamalata Numa defendeu que Angola é constituída por várias nações e etnias, que,
ao longo do tempo, poderão unificar-se naturalmente, sem imposições.
Para o general Numa, a legitimidade histórica da FNLA, do MPLA e da UNITA conquistou-se na luta anti-colonial e foi estabelecida pelos Acordos de Alvor e Bicesse, que
consagraram a igualdade entre todas as nações de Angola. E afirmou que nenhuma instituição, à excepção da força, possui autoridade legal para
definir unilateralmente um “Pai da Nação” para todo o país.
O general destacou que as Forças Armadas, a Polícia Nacional e demais serviços públicos são compostos por angolanos de diversas etnias, como Bakongo, Kimbundu, Umbundu, Lunda-Tchokwe, Nganguela, Nhaneka-Humbi, Kwanhama, além dos angolanos brancos.
Segundo Numa, atribuir o título exclusivamente a Neto é ignorar a contribuição de líderes como Holden Roberto e Jonas Savimbi, cuja actuação, segundo ele, complementa
a de Neto.
“Impor esta narrativa é uma tentativa de dividir o povo angolano e não reconhece a diversidade que caracteriza Angola,” concluiu Numa, que desafia o MPLA a fazer uma consulta popular que ele nao duvida “reprovaria esta iniciativa do MPLA”, disse.
Sempre defendi que Angola tem varios Pais da Naçao - Holden Roberto, Agostinho Neto, Viriato da Cruz, , Jonas Savimbi e Eugenio Ferreira.
Joffre Justino