3 Fevereiro, 2023

Estrategizando

Notícias, Reflexão e Ação.

Não há Concertação Social com este Patronato!

Não há jogo sério quando o árbitro está de um dia lados a aqui em Portugal o Estado se queda do lado do patronato e se queda assim desde que o Vieiradasilvismo tomou de assalto o PS e a UGT.

Bloquear a negociação coletiva de trabalho dando todo o poder na mesma à parte mais forte ao patronato não tem qualquer democrática desculpa pois a regulamentação da negociação coletiva de trabalho travou a extensão dessa negociação coletiva dando todo o poder precisamente ao patronato ultra conservador que baseia a sua gestão nos baixos salários.

E nem é a estrutura sindical que o diz é uma empresa do campo capitalista que o mostra a Hays afirmando que só 7% das empresas alinham com a reposição salarial face à inflação, algo entre os 8% e os 10% com 61% das empresas a não irem acima de aumentos na zona dos 5% !

Um país sem Comissões de Trabalhadores, sem Comissões de Higiene Saúde e Segurança no Trabalho, sem participação dos trabalhadores na gestão das empresas, sem distribuição dos lucros com os trabalhadores, sem comissoes sindicais de empresa, com os sindicatos completamente divididos é um país que só pode ser de baixos salários e de crescentes lucros e concentrados em cada vez menos mãos!

E perante esta realidade teimam os socialistas no seu frágil poder no Estado e dentro deste a cederem sistematicamente a um patronato incompetente inculto ( é de bradar aos céus o como o Turismo continua a ser de sol, praia, cama e uma Restauração e Hotelaria na maioria falha de Cultura, nem sequer ti Velho Fado) e cada vez menos autoritário e paternalista, para ser simplesmente totalitário e jogando na pura ilegalidade!

O capitalismo português é, continua a ser, estatista na distribuição de regalias ao patronato, e esmoler, quando muito, aqui e ali, caritativista !

O capitalismo português não joga na manipulação dos preços, joga sim na manipulação dos salários,,tendo anulado quase totalmente o mercado de trabalho ( só 70% dos portugueses trabalhadores a quererem mudar de empresa, o valor mais baixo de sempre e mesmo destes a maior parte não encontra no mercado oferta maior ao salário e condições de trabalho que a que já tem !), o que gera um novo mercado o dos imigrantes, desrespeitados, quase sem direitos, muitos a viverem como se escravos fossem!

E como os trabalhadores não encontram nos sindicatos a força para obter uma negociação coletiva de trabalho que lhes dêem dignidade o que leva a que ja não a parte não qualificada mas sim a mais qualificada e boa dose de risco seja quem aposta na emigração, pois não têm qualquer paciência para aturar tão mal qualificado, escolar e profissionalmente, patronato !

E assim Portugal tem um número de emigrantes que supera já os dois milhões, o que significa que mais de 20% dos portugueses vive fora do país, cansados que estão de terem perto de metade dos empresários que não têm o ensino superior e que aliás desdenham quem o tem !

É tempo de dizer não ao esmolerismo, ao caritativismo social, é tempo de arriscar na luta sindical e social e na exigência da concretização de Direitos isto é de haver a Democracia Económica que o 25 de abril prometeu!

Hoje uma parte dos trabalhadores em Portugal em especial entre os imigrantes vive dias de proto escravatura que nenhum cristão deveria admitir e que não será na dita Concertação Social vieiradasilvista que se superará!

Joffre Justino