4 Dezembro, 2022

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Salvar o Imbondeiro!

O Quênia cancelou uma licença emitida para uma empresa estrangeira para arrancar e exportar imbondeiros da região costeira por entre protestos públicos.

A empresa georgiana comprou oito das árvores gigantes de agricultores locais e ambientalistas descreveram a exportação das árvores como “biopirataria”.

A autorização para o desenraizamento dos baobás, que podem viver até 2.500 anos, não foi devidamente obtida, disse o ministro do Ambiente.

Entretanto alguns agricultores na província de Kilifi queriam desmatar suas terras para plantar milho e venderam as árvores que cresciam em suas terras particulares por entre US$ 800 (£ 670) e US$ 2.400, informou o jornal britânico Guardian.

Não está claro quantos anos as árvores tinham, mas fotos compartilhadas online mostram árvores arrancadas com enormes troncos e galhos.

“Concordamos que os imbondeiros não devem ser exportados até que os acordos entre as partes estejam devidamente regularizados”, disse segunda-feira o ministro do Meio Ambiente e Florestas, Soipan Tuya.

O comunicado do ministro não refere se todas as oito árvores foram arrancadas, mas adianta que serão tomadas medidas contra os agentes estatais que aprovaram a venda.

As árvores teriam sido transferidas para um jardim botânico na Geórgia. Há também um grande mercado de imbondeiros na Austrália e na África do Sul.

Os frutos do imbondeiros também são ricos em vitamina C, antioxidantes, cálcio, potássio e fibras, o que os tornou um superalimento. A casca da árvore também possui propriedades medicinais e é utilizada em produtos de beleza.

Os imbondeiros podem suportar condições climáticas adversas. Eles crescem na savana africana e em algumas áreas tropicais e são considerados a árvore florida mais longa da Terra.

Produz flores esbranquiçadas que florescem à noite, e seus frutos comestíveis podem ter até trinta centímetros de comprimento e são na verdade um símbolo da força da Nat