4 Dezembro, 2022

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E porque não uma Comissão Popular do 25 de Abril?

E porque não uma Comissão Popular do 25 de Abril?

“A Comissão Nacional é presidida pelo Presidente da República e composta pelo presidente da Assembleia da República, o primeiro-ministro, os presidentes dos Tribunal Constitucional, Supremo Tribunal de Justiça, Supremo Tribunal Administrativo, Tribunal de Contas e presidente da Associação 25 de abril”( PR e Lusa)

Perdoem-me, mas esta Comissão Nacional cheira muito a burocracia de estado, a festividades para sr engenheiro e sr doutor, deixando de fora até os engenheiros e doutores que nao gostam de rapapés é fato e gravata e ainda amam lembrar o Maio68 e todas as virtudes e defeitos de um PREC onde, todas e todos, erraram muito mas com empenho e paixão !

Por isso deixo este desafiosito, que será mais uma vez alvo de um sorriso irónico quando não uma gargalhada mas gostem ou não deixo!

Que tal uma Comissão composta por,

  • membros do MFA que não se importem de não usar fato e gravata e de saudar o Maio68
  • ex presos políticos de todas as organizações que viram membros seus serem presos pelo Fascismo
  • ex desertores à guerra colonial, com arma ou sem arma
  • Ex Refratarios â guerra colonial
  • Membros clandestinos de organizações anti fascistas e anti colonialistas de antes do 25 de abril
  • membros em representação de todos os movimentos de libertação nacional das ex colonias sem discriminação e dos partidos nacionalistas nascidos para as democratizações dessas colónias
  • cidadãos democratas e anti fascistas presos nas conflitualidades do PREC
  • familiares de cidadãos mortos com o 25 de abril e das conflitualidades então havidas

Porque nestes 50 anos do 25 de abril valia mesmo recordar que o MFA a quem devemos a Liberdade e a Democracia ( e não fosse o MFA teria ou tido de desertar ou de ir cumprir mais 7 meses em Peniche, ao que escapei também devido ao Salgado Zenha), nasceu da contestação ao Fascismo e à Guerra Colonial feita pelos se movimentaram nas n organizações políticas e grupos de intervenção que geraram nos meios militares essa cultura de rejeição do Fascismo e da Guerra Colonial de onde nasceu o MFA e a contestação do movimento de Capitães

Enfim não me estou a pôr em bicos de pés pois em qualquer dos itens onde caiba há bem mais quem melhor que eu represente os grupos sócio políticos envolvidos, estou somente a alertar para a necessidade de umas Comemoração do 50 anos do 25 de Abril de 1974 bem mais Civico e bem menos institucional porque o 25 de abril foi tudo menos institucional!