4 Dezembro, 2022

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A golpada habitual na Guiné Equatorial!

De acordo com os resultados apresentados pelo ministro do Interior e Assuntos Locais, Faustino Ndong Esono Ayang, os resultados provisórios apontam para 67.012 votos para o Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE), dos 67.196 votos contados até agora.

Depois, surge a Convergência para a Democracia Social (CPDS), com 152, e a Coligação Social Democrata Baboro (PCSD), com 32 votos recolhidos nas 324 mesas de voto já escrutinadas, de um total de 1.486 mesas de voto.

Como se vê de um total de 427.661 eleitores, de entre uma população de 1,45 milhões de habitantes, votaram até agora 15,6% e o truque deste anúncio faz lembrar o já vivido nas eleições angolanas de 1992 onde o ministro dos negócios estrangeiros português do PSD, Durão Barroso, com menos de 1% se declarou a dar vitória ao MPLA não fosse o diabo tecê-las …

Antes, Andrés Esono, candidato da CPDS, único partido de verdadeira oposição autorizado, votou no bairro Alcaide de Malabo, na ilha de Bioko, e disse ter recebido “queixas de todos os cantos do país”, com alegações de “fraude massiva” e irregularidades.
“Não está a deixar-se a população a votar livremente” e também o partido da oposição Cidadãos pela Inovação (CI) questionou a transparência das eleições presidenciais de hoje.

São candidatos à presidência o ditador Teodoro Obiang, líder do PDGE, Andrès Esono Ondo, presidente do partido da Convergência para a Democracia Social (CPDS), o único partido da oposição que não está proibido, e o líder do Partido da Coligação Social Democrática (PCSD), Buenaventura Monsuy Asumu, um senador e aliado crónico de Obiang, que concorre contra o Presidente pela quinta vez oferecendo ao regime um simulacro de democracia.

Infelizmente a CPLP ( e Portugal) continuam a dar cobertura à brutal ditadura de Obiang!