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Dane-se o Afeganistão

por Joffre Justino

“O Afeganistão é um país extremamente pobre, muito dependente da agricultura (principalmente da papoula -, matéria-prima do ópio) e da criação de gado. A economia sofreu fortemente com a recente agitação política e militar, e uma severa seca veio se juntar às dificuldades da nação entre 1998 e 2001. A maior parte da população continua a ter alimentação, vestuário, alojamento e cuidados de saúde insuficientes, e estes problemas são agravados pelas operações militares e pela incerteza política. A inflação continua a ser um problema sério.”
– (Wikipedia)

Em Angola não foi assim houve prolongada ponte aérea sovieto-americana para tirar com urgência mas sem drama de mortes os portugueses, cidadãos brancos, mulatos e negros, da terra e enviados para um país que muitos nem conheciam…

No Vietnam tinha sido caótica a retirada americana e a derrota foi aí bem patente na fuga de civis e militares

O Afeganistão foi um ato de arrogância no conflito EUA/URSS para ambas as partes diga-se e note-se que nos últimos tempos os EUA foram constatando o muito baixo custo benefício da ocupação afegã e sobretudo ficou visível o fraco resultado da construção de elites “capitalistas” em ambientes medievalistas.

Joffre Justino

Biden assumiu o que os estadounidenses quiseram – largar um cenário de guerra onde em nada lucravam além de mortos feridos e ópio em tempo de generalizada proibição!

As queixas de Biden foram gritadas tevês fora mundo fora – um trilião em armas formação e etc para o lixo para uma fuga desaustinada face a talibans ridículos pelo que assim larga-se uma vintena de desastres em tom de pós soviética requentada vingança

Alguns velhos e também requentados pro soviéticos conseguiram cantar vitoria e houve até quem falasse em luta de libertação nacional afegã…

Lamento ser eu a ter de vos dizer desencantem-se nada do que vêem nas tevês ou tablets ou tlm’s é verdade, os EUA limitaram-se a largar um cenário não rentável para empurrar os custos futuros do controlo dos talibans para russos ( note-se em nada soviéticos) e chineses ( esses sim ainda parcelarmente comunistas/maoistas)

O espetáculo de retirada é sempre feio e os EUA vão perder um pouco mais (desta feita em imagem) mas para supõem ganharem à frente!

Claro que pode sair-lhes o tiro pela culatra como quando trocaram um republicano de esquerda no Irão por um monarquista decadente que entregou o poder a uma seita fanática islâmica só que desta feita sem grande impato para eles e sempre para a Russia com demasiada fronteira com o Afeganistão

E retiro a RPChina deste tabuleiro de xadrez porque este país mantém-se razoavelmente desinteressado do que se passa de fora das suas fronteiras pelo menos por enquanto e por uns bons anos ainda – a RPChina nunca acreditou nas teses guevaristas de exportação das revoluções e não me parece que mude pois basta-lhe o fortíssimo controlo populacional para travar “expansões islâmicas”

A imagem de Biden e dos EUA sai no exterior ferida mas no interior sai reforçada quer na lógica expansionista quer na comercial/ económica e com um OE aligeirado e pronto para outras mais rentáveis aplicações financeiras e projetos económicos.

O espaço custa um balúrdio em investimentos e exige-se aplicações de curto prazo pelo que o expansionismo estadunidense será desta feita para fora do planeta Terra!

Que a UE não escorregue no simplismo e siga o caminho de Biden – o espaço já!- e não o do Trump – vingança contra os ridículos talibans!

Joffre Justino

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