Home Opinião Presidenciais : a luta de classes não é uma brincadeira, nem um jogo de aparelhos…

Presidenciais : a luta de classes não é uma brincadeira, nem um jogo de aparelhos…

por Joffre Justino

Costumo citar muitas vezes a frase a seguir de Warren Buffet “A luta de classes existe e a minha está a ganhar”, ora a dele , a possidente, a dominante, está mesmo globalmente a ganhar! 

E hoje viu-se tal mais uma vez …

E viu-se porque as Esquerdas foram contar votos entre si com o PS a fugir de se posicionar e ao contarem votos entre si perderam e perderam-se

Perderam-se porque o PS, os seus lideres Antonio Costa, Carlos César, Ana Catarina Mendes, José Luis Carneiro e Ferro Rodrigues se enrolaram à volta do candidato do centro direita e ao fazê-lo dividiram o PS e vale questionar qual a percentagem de socialistas que se abstiveram dada a incoesão explicita na sua familia

O PS representa uma familia politica sociologicamente transversal e  na verdade os socialistas urbanos ( especialmente Lisboa e Porto e ambientes industriais e de grandes organizações) votaram mais significativamente em Ana Gomes e os não urbanos ( contando aí as médias e pequenas urbes) abandonaram Ana Gomes e seguiram   quase totalmente os lideres acima! 

O que é natural pois os meios urbanos são aqueles onde hoje se vive em piores condições, em rendimentos totais, em ambientes organizacionais totalitarizantes, e em stress comunitário. 

Ora tal tende a ter de se reconhecer que os principais perdedores deste contexto sao o PSD e o PS ( bem o CDS deixa de ter razão de existir…) e a perder porque perdem claramente  uma parte da sua relação afetiva com parte importante porque a mais militante a mais civicamente ativa.

E nesse contexto surge uma outra probabilidade que passa pelo ganhador apoiado pelo caduco “arco da governação, o cidadão MRSousa, ( enfim tirando os que no PS apoiaram Ana Gomes) para caminhar como o seu discurso de vitoria mostrou para um luso macronismo, ou um segundo eanismo à PRD, criando um outro PRD anti PS e desta vez também anti PSD para engolir os eleitorados ao centro destes dois partidos e obter uma maioria absoluta que tenderá a presidencializar o sistema político português.

Porque a luta de classes existe realmente e os possidentes estão a ganhar também em Portugal porque a resistência aos mesmos está bem fraca com sindicatos enfraquecidos ou vendidos, os da UGT, sem uma economia solidária e tão somente caritativista e cheia de más gestões, e sem objetivos e desorientada na Missão e Valores desde o suicídio da URSS.

A luta de classes existe e a negociação coletiva de trabalho está moribunda porque o Estado está ao lado dos possidentes para a travar e para bloquear a democracia económica nas organizações e esse travar está bastante por detrás da expansão do Covid por falta de democracia isto é de participação nessas organizações e de instrumentos de controlo como as Comissões de Saude Higiene e Segurança no Trabalho, as Comissões de Trabalhadores e as Comissões Sindicais!

Não podemos ter um médico, um enfermeiro e policia por detrás ou atras de cada um de nós mas podemos ter e devíamos ter quem nos representasse e organizasse no seio dessas organizações controlando ambições e ganâncias desmedidas de patrões, gestores ou candidatos a tal! 

Mas nao temos!

E daí o absentismo, os pouco mais de 100 mil votos a mais em MRSousa mas também os mais de 900 mil votos que as Esquerdas perdem de 2016 para 2021 nas presidenciais! 

Nestas presidenciais o PS pensando ganhar saiu a Perder, o Bloco perdeu a toda a linha e o PCP com João Ferreira conseguiu claramente segurar o seu eleitorado mas ainda assim perdendo cerca de 6000 eleitores bem poucos para os 300 mil que Marisa Matias e o BE perderam dando boa razão ao apelo ao voto em João Ferreira também feito por mim no Estrategizando e os presentes com Ana Gomes PAN e Livre pouco ou nada acrescentaram a esta candidata pelo que no campo político visivelmente os possidentes voltaram a ganhar e dando força adicional a MRSousa o seu representante no ambiente politico 

Mas na verdade o que sucede nas Esquerdas é o poder exagerado, totalitário mesmo, dos aparelhos partidários fechados em si mesmos colecionando votos para obter estatuto e cargos e nao para gerar mudança política social e económica!

Era obvio que uma junção de esforços de Ana Gomes, João Ferreira e Marisa Matias numa única candidatura teria trazido outra motivação ao eleitorado das Esquerdas mas tal continua absurdamente impossível para os referidos aparelhos 

Enfim quase dá vontade de desistir … 

MRS

52,00%

2.411.925 voto.              2.518.844 Votos

                                           Ana Gomes

                                            537.624 Votos

                                            A Ventura

                                             493.952 Votos

Sampaio da Novoa

22,88%

1.061.390 voto

                                               João Ferreira 

                                                 177.014 Votos

Marisa Matias

10,12%.  

469.582 voto.                         163.492 Votos                 

MB 

4,24%

196.720 voto

Edgar Silva PCP

3,95%

183.009 votos

Total   

4.709.476 ( 37,85).           4.251.391 (39,47)

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